Fora do ar!

Oi!

Estamos temporariamente sem tempo para voltar. A vida deu voltas e hoje nossa prioridade mudou.

Eu, Aline, vou tentar continuar escrevendo, mas em um formato diferente:  https://umaquestaodecostume.blogspot.com.br/

Valeu pelo carinho!

Pra onde estamos indo?!

Um blog totalmente abandonado... Que vergonha!

Estava pensando e cheguei a conclusão que - da minha parte - é bem mais motivador relatar o pré do que o pós viagem. Não sei se é:

  • deprê por ter voltado;
  • Todo o trabalho em sintonizar novamente com a rotina da vida real;
  • Ou talvez aquele pensamento de não relatar a viagem porque "a blogosfera tá repleta de blogs assim e afinal, quem vai querer ler novamente a mesma coisa?"
Nesse raciocínio, os dias passam, as horas se vão e postamos meses depois dando desculpinhas... Enfim, após desculpar-me publicamente com o blog, passemos ao próximo ponto: voltamos 

Londres, pela segunda vez


De volta a cidade "dos sonhos"

Em 2013, estive em Londres e durante todo 2012, a cidade e o país foram a grande razão para que eu começasse um blog - já que pensava que jamais conseguiria viver o sonho de conhecer um outro país, tão menos fazer um intercâmbio.

2 anos depois consegui voltar - outra coisa que nunca imaginaria que aconteceria, ainda mais com a situação financeira. A expectativa era diferente: dessa vez eu e o Marcus estaríamos juntos vivendo o que ele tanto me ajudou a planejar da primeira vez. Como será que seria visitar o mesmo lugar pela segunda vez, estando com outra cabeça e maturidade? 

A primeira experiência com Airbnb

Londres em Junho já é quase verão, ou seja, os preços estão ardidos - ainda mais com a £ a 5,20 (na época, hoje já deve ter passado os 6!). Por meses pesquisei hosteis e casas pelo Airbnb, mas era complicado achar algo próximo ao agito (região da Picadilly) de acordo com nosso bolso. Então ficamos com um quarto em Dalston Junction. 

O bairro é bem acessível em relação a ônibus e under-overground e nem é tão longe assim da muvuca - compensa bastante ($) para quem vai nessa época do ano. O bairro é bem de boinha e a pé fica uns 40min da Tower of London (sim, testamos o trajeto sábado cedinho!). 

A host não era das mais falantes e ao chegarmos, só mostrou nosso quarto e a cozinha, voltando pro canto dela. Como não sabíamos direito como funcionava (apenas pelo que lemos nas experiências do site), deixamos a critério dela, portanto, nos dois dias mal nos falamos. Ela não sentou tomar café com a gente e só deixava bilhetes dizendo que havia saído. Na primeira manhã, ela tirou o pacote de pão de nossa mão (deixando explícito que só poderíamos comer 2 fatias/pessoa) e "esqueceu" de nos dar a chave da casa e quarto. Imaginem que havia uma família (com bebê que chorou todas as noites) e não sabíamos se era seguro deixar nossas malas num quarto sem trancar.

A cama era bem pequena para os dois e de mola, além da janela não ter bloqueio para o sol - que apareceu às 5h e me acordou irritada. Bom dia sol o cacete, eu queria dormir. Enfim, para primeira experiência foi ok, mas não extraordinária. Para quem tá indo para Londres numa época cara (aliás, quando a cidade não é cara? haha) e quiser, esse é o link da casa no Airbnb.

Em nosso review, ela disse que adorou nos conhecer - mesmo sem termos conversado direito. Vai entender.

Um dia de turismo em Londres - o que fazer?

Se você tivesse UM único dia em uma cidade, o que priorizaria? E se já estivesse estado lá, visitaria algo diferente ou optaria por um remember?!

Não fizemos plano nenhum dessa vez, optamos por nos "deixar levar". Saímos da casa umas 08h, seguimos reto e após 40min de caminhada, chegarmos na região bonita e de prédios espetaculares da City of London. É bem interessante ver de pertinho a evolução e mudança da arquitetura entre o subúrbio para a região financeira!

Andamos por toda aquelas "ruazinhas" que beiram o Rio Thames (Hanseatic / Riverside / Embankment Walk) entre a Southwark e London Bridge, uma região que tinha conhecido pouco da outra vez. Acreditem, passamos cerca de 2h só caminhando por ali! Fica a recomendação: "perder" deliciosamente uma manhã (pois a partir das 11h, começa a ficar lotado) andando, parando para tomar um café nas várias opções que há por ali (inclusive "food trucks" nessa especialidade!).


Falando em gourmet, já estávamos do outro lado do rio e fomos conhecer o Borough Market, um "mercadão" que deve ter sido o primórdio das feirinhas gastronômicas no mundo, com inúmeras barracas de hamburgueres, bedidas, temperos, pães, queijos. Aproveitamos para almoçar um mega hot dog (a linguiça era feita mix de especiarias) e matar minha vontade de tomar Pimm's. <3 

Pança cheia, hora de retomar o rolê. Ainda andando, atravessamos novamente o rio, passamos pela St. Paul's Cathedral e pegamos um underground até a região da Picadilly/Oxford Circus

Para quem nunca esteve em Londres, é o ponto das grandes lojas e onde (ao meu ver) a cidade acontece. Teatros, bares, restaurantes... Pode soar cliché demais, mas para mim não bater perna naquela região é não ter sentido o clima turístico londrino! É meio que a região da 5th Av. em NYC! 

Diferente da primeira vez, agora já conhecia várias lojas e marcas pelo nome por conta de algumas blogueiras (em especial, a Vic Ceridonio <3). Prestei mais atenção na Boots - rede de farmácias que nem se quer entrei em 2013! Só ficou difícil comprar alguma coisa, já que o "quem converte não se diverte" ficou em casa dessa vez - um batom da Mac, por exemplo, chegava aos BRL 100 (enquanto no Brasil, BRL68). 

Também conhecemos o Ben's Cookies que ela e a Camila Coutinho tanto falam, e sim, são maravilhosos! As lojinhas são bem de boa, nada muito caro, são enormes e bem parecidos com os brasileiros da Mr. Cheney (meu vício).

Como o dia estava "excelente", segundo os londrinos (o tempo estava limpo e aberto, porém 19ºC - quente para eles, chatinho para a gente), deitamos um pouquinho no Hyde Park e observamos por um tempo a galera tomando sol e socializando entre os amigos, SEM CELULARES. Repito o que todo mundo diz: eles valorizam muito o sol por lá, ainda mais o normal é o céu cinza e temperaturas baixas. 

Ainda coube no dia tirar foto no Big Ben (algo totalmente turístico, mas TEM que ter!) e passar pela ponte e ver a London Eye. Cuidado: com os "tios" fantasiados que aparecem para tirar foto: eles simplesmente invadem a foto e quando recusamos pagar, quase nos agrediram! Se não tiver pau de selfie ou um tripé, peça sempre a um brasileiro ao redor (tem muitos) ou a um oriental com uma Nikon/Canon no pescoço (esses garantem fotos ótimas!).

E depois de tanto rodar (presumimos que foram cerca de 10k o dia todo!) e de ganhar um cansaço terrível, paramos para jantar no Vapiano <3 nosso restaurante preferido no mundo! 

Voando de RyanAir - imprima seu bilhete!

A RyanAir é conhecida como a companhia aérea low cost que mais explora nas taxas - e dessa vez, sentimos na pele (por pura irresponsabilidade). Ao chegar no aeroporto de Gatwick (que aliás, é LONGE demais da cidade - não se iludem com o Google Maps!), nos demos conta que não adiantava ter o bilhete no celular, porque a lindinha aqui não tem cidadania e precisa do bendito carimbo (como contei aqui).

Para imprimir nos guichês, fica certa de £11 - o que em BRL equivale a uns R$ 60 só por uma folha de papel! Portanto, não basta fazer check-in adiantado pela internet, tem que imprimir e pegar a porra do carimbo de NON-EU, e se deixar para fazer tudo lá... vai doer no bolso, e em libras!

Gastando em Libras em época de câmbio acima dos R$ 5 

Enquanto estávamos lá (Junho), o câmbio operava em cerca de R$ 5,20. Hoje, cerca de R$ 6 - e convenhamos, acho que nem para rico a coisa tá boa. Como mencionei acima, compensa mais comprar itens de maquiagem aqui no Brasil do que por lá. Para comer, a coisa complica um pouquinho mais.

Tomemos o Vapiano como exemplo. Aqui no Brasil, gastamos em média R$ 80 em dois pratos + bebida, enquanto em Londres, nossa conta ficou em £ 40 = equivalente a R$ 208,00 no câmbio da época (R$ 240 hoje). Nessas horas, o jeito é realmente esquecer a conversão e adotar o "quem converte não se diverte", se não, será impossível até tomar uma Coca-Cola (lata convertida sai por R$ 12!). Para os it-pobrinhos, a solução é optar por lanchinhos de supermercado como Fresh e Tesco - ainda assim, com a conversão, não será pouca coisa. 

Conclusão: vale a pena visitar a mesma cidade várias vezes?

Há quem diga que prefere conhecer o máximo de lugares possíveis no mundo, porque "figurinha repetida não completa álbum". Como Londres fez parte da minha - e nossa - história e "é caminho para Dublin", não custava, né?! 

Mas e aí, vale a pena repetir? Não sei. Sério.
Gostei de rever os lugares, agora com outro olhar. Gostei de ver que consegui realizar meu sonho uma vez e ainda voltar lá pouco tempo depois, com o esforço de planejar tudo novamente, economizando o dinheiro (que nem tinha).

Entretanto, não havia mais o brilho nos olhos. Não foi tão emocionante ver o Big Ben, nem andar na Regent Street. Foi simplesmente normal - e meu coração já não batia tanto pela cidade (tanto que tudo era motivo para comparar com Chicago). Era agora um lugar comum  - falou aí metida, Londres lugar comum? Sim, um lugar que para voltar novamente, só se houvesse realmente um motivo. 

--

Após esse final de semana, voltamos depois de 15 dias para "assistir ao show do Foo Fighters". Mas fica a história - e as sugestões de passeios que fizemos - para o próximo post. 

Viajar x rotina


Sim, estamos "sumidos". Nossa atualização semanal as quartas está um pouco atrasada, temos muito o que contar sobre nosso mês na Europa - as surpresas, perrengues, a incrível e nova experiência de só se hospedar pelo Airbnb... Mas enfim, nossa rotina está um pouco diferente do que estávamos acostumados.

O Marcus decidiu ampliar seu nicho de conhecimento e agora além de engenheiro, começou a estudar algo relacionado a construções de móveis em madeira (já imaginam nossa casa toda artesanal? :P) e engatou uma pós. E eu também (finalmente) iniciei meu MBA. Além do fato de retornar à escola, após a viagem comecei em um trabalho novo e isso por si só já transformou minha rotina por inteira. Trabalho mais longe de casa, minha carga horária não tem sido fixa e tem toda aquela empolgação do início. Já tem a "pressão" para que eu fale logo o idioma oficial da empresa, então lá vamos nós tentar encaixar mais algumas atividades extra-curriculares. 

O fato é que nem deu tempo de ter uma depressão pós-viagem. Concordo que para mim tudo é tao novo que mal lembro que há um mês estava comendo gnocchi até morrer, mas acho que mesmo para o Marcus - que permanece em sua rotina profissional - a vida aqui não tá ruim a ponto de querer férias eternas no exterior.

Tenho lido muito (aliás, quem não?) sobre vida nômade e todo o blábláblá, e entendo bem o que é voltar de um intercâmbio e não se encaixar no país por N motivos (tanto que abandonei tudo aqui e tive que voltar com o rabinho entre as pernas). A questão é: não podemos nos iludir com a promessa de que largar a vida corporativa e partir pro mundo vai ser melhor. 

Não digo "não faça" - até porque cada um sabe sua realidade, sentimentos e objetivos - mas sim pontuo uma reflexão sobre como hoje em dia a solução parece ser "fugir dos problemas/rotina". Quem não se aguenta perto de tanta gente no ambiente corporativo, como vai aguentar a solidão - que vai bater sim inúmeras vezes na vida de um nômade? Como vai aguentar os outros tipos de pressão? 

"Ah lá a menina que não conseguiu morar fora por muito tempo falando". Mas aqui também está a menina que tentou fugir da sua realidade - e de seus problemas - e sentiu na pele o quanto eles nos perseguem, independente onde estivermos. 

Nossa vida não é receita de bolo nem de felicidade a ninguém, não somos exemplos e tampouco perfeitos - bem longe disso! Mas se podemos dar um conselho: deixe a sua rotina suportável e até agradável. Escolha um curso ou uma atividade nova - por mais que o conselho pareça cliché, nossa nova rotina está tão interessante quanto viajar. 




Fotos: um cantinho escondido - mas fofo - em Londres (algum lugar perto da Liverpool Street). 

Sobre os 27 e o ano que passou

Post em resposta a esse aqui.

Oi Aline dos 25-26! Acho que você merece uma resposta diante de um post tão dramático!

Sim, voce conheceu o Diego Lozano e nao fez um curso de confeitaria - mas tirou fotinha, comeu um dos doces dele e tudo mais! Tambem nao tem mais franja (sim, juro!), o loiro ja ta nas pontas e se considere totalmente morena! Alias, uma superacao: seu cabelo esta bem curto! Voce perdeu a paciencia durante a viagem e pediu pro Marcus cortar.

Que viagem? Ah, depois desse seu post ai, voce nao se deu por vencida e quis um novo intercambio nas ferias. E nisso ja te respondo outras das perguntas: o blog continua, o Marcus veio te ajudar (porque voce tinha desanimado e nao queria mais escrever) e nele contou a trajetória de guardar a grana pra viagem. Alias, que sufoco, hein?! Com salario reduzido, carro pra pagar e tantos empecilhos que te fizeram chorar de desespero financeiro. Mas calma, deu certo, voce foi novamente pra UK e ja nem ama mais Londres (sim, e' possivel). Voltou pra casa com uma nova tattoo made by Ireland e nao curtiu tanto a Italia quanto esperava (comeu presunto cru ate nunca mais querer ver na frente). Tambem comeu muito gnocchi e sua eu no futuro esta com problemas de peso. Parabens, suas roupas estao apertadas. Mas esse e' um tema pra Aline de 2016...

Quando me lembro de voce, te vejo um tanto quanto retraida. Medo de tudo, de todos. Compreendo e olhe, estou orgulhosa do progresso! Nada que umas crises de panico (e' garota, voce nem imagina o quanto sua depressao ficou pior depois de julho - mas calma que de janeiro pra frente melhora!) e uma boa dose de tempo pra ajudar. 2014 foi realmente um ano tenso e se voce conseguir ler essa resposta, te digo: continue assim, forte! Por mais fracassada que voce se sinta.

Queria te escrever exatamente no dia 8/7 (acredite, pensei nesse post o dia todo), mas estava bem ocupada entre a França e Italia! Voce tera um aniversario bem gostoso, comendo numa padoquinha deliciosa em Nice (e no dia anterior, vai ter overdose de macaron!) e almoçando em Milao. Para os outros isso pode soar bem nariz empinado, mas te digo outra coisa: voce esta aprendendo a pouco se importar com o que pensam. Guardou dinheiro, passou por uma fase bem chata e merece sim comer em que pais for e contar no seu blog. 

As coisas estavam bem confusas, mas acredite: vao se encaixar! Os seus 27 começaram com tudo! Se em 2014 voce perdeu uma grande chance profissional por conta da doença, calma que 2015 vai te dar algo ainda melhor! Voce nao esta na Abril, tampouco voando (e pra ser sincera, ja nem pensa tanto nisso), mas trabalhar numa empresa de um setor "fashion" voce nao esperava. 

2015 ta sendo excelente, Aline! Ja teve show do Foo Fighters (e um em Londres, que foi cancelado - deixo pra vc viver e sentir na pele a raiva!), Rio de Janeiro, Curitiba, Sao Paulo... isso tudo pra quem tava na pior. Teve muito drama, mas muita coisa boa. Aline, to orgulhosa da gente! Sei que a autoestima ainda nao ta la aquelas coisas e que os conflitos internos ainda estao em fase de superacao, mas aqui em 2015 voce pode dizer que se conhece.

E pra voce, Aline de 2016... so quero entender se resolvemos esse problema ai com a balança e se conseguiu voltar a correr. Nao vou te deixar nenhuma outra pergunta, porque acho que esses 27 anos quero viver de boa. Que tudo seja leve, e que o equilibrio venha de brinde! :)



Ps.: em breve contaremos nossa saga do intercambio sem grana na pratica e eu Aline dos 27 vou atualizar a leitura dos blogs... A rotina nova ta teeeensa!  

Primeira parada: Lisboa

Ah gente, como estamos numa longa conexão em Lisboa ora poix, vou contar um pouco da nossa primeira experiência com a TAP.


Primeiro que foi um achado esse voo. Um internacional hoje ta na base dos R$ 3.000,00 (com sorte), e como o nosso "intercâmbio sem grana" demandava economia excessiva, achamos esse por menos de R$ 2.400,00, e saindo de VIracopos (nem 40min de casa!). 

Desde que trabalho como secretaria executiva, todos meus "clientes internos" (alguns engenheiros que se acham) recusavam Ibéria e TAP, e por isso, só tinha referências ruins. Eu era expressamente proibida de comprar com essas cias! Como experiência pessoal, só havia voado Tam, British, American e Continental (além das domésticas Azul, Gol e Ryanair). Dessa vez o preço tava tentador e mesmo com escala, resolvemos tentar. Economia além de tudo, sempre!

Portanto, deixo claro aqui que a TAP é uma excelente cia aérea e a partir de agora me negarei a não mandar engenheiros metidos por ela. A comida foi de longe a melhor (gordo é foda), e mesmo que o avião seja simples, tem filmes bem novos (já tinha até Cinderela!), atendimento ótimo e nada de atraso (pelo menos de Campinas até aqui).


Como boa semi-comissária que sou, sei que há algumas coisas no kit de primeiros socorros e por meus olhos estarem ardendo demais, pedi ajuda a comissária, que rapidamente trouxe soro fisiológico.


Pode ser do conhecimento de muitos, mas para marinheiros de primeira viagem, é bom lembrar que o ambiente pressurizado de um avião resseca demais os olhos, nariz e até causa desidratação. É importantíssimo tomar sempre água e se possível, levar colírio (coisa que eu esqueci). Tente levantar as vezes para se alongar, para ajudar a circulação. Principalmente das pernas. Evite comer coisas como feijão (raramente servem, mas enfim) ou gasosos (como refrigerante). Nas alturas, tudo tem efeito quase que triplicado no corpo, então se já sofre com gases ou problemas intestinais e estomacais (meu estômago é muito zuado, principalmente se eu comer carne) fique na água e nas refeições a base de frango ou vegetariana. Sério. Aliás, o efeito de uma bebida alcoólica é realmente triplicado. Se aqui embaixo você chapa com uma lata, nem queira imaginar lá em cima. (Aprendi isso no curso de comissária e acho válido sempre repassar a info).


(A primeira foto foi meu prato. Escolhi a cerveja pra provar algo Português - sou a louca da cerveja! - e pra testar a teoria do efeito triplicado - queria dormir mais rápido. Deu certo! - a de baixo é a do Marcus, que era carne com purê e como boa gorda, provei e adorei! Além de saladinha de pepino com pimentão e rosbife, e de sobremesa um pudinzinho muito bom).

Outro detalhe que sei que a maioria que lê o blog sabe, mas não custa repassar, né? Deixem os saltos e vestidos em casa, galera. Avião não é balada, e ninguém vai reparar na tua roupa. Vôos internacionais requerem conforto e na maioria dos casos (se não todos) o ambiente é bem frio. Tênis, Legging e até pijama ta válido. Sei que não é problema meu o que as pessoas vestem (e o que fazem com seu corpo ou vida), mas essa situação realmente vale prestar atenção. Como uma amiga mesmo comentou, a galera vai vestida pra festa e depois reclama pro comissário da temperatura interna. Pense no seu corpo, e não no visual. Tem banheiro no aeroporto, da pra se trocar e se arrumar depois.


O Marcus não gostou muito da forma a qual os filmes são apresentados. Diferente das outras cias, nesse avião a tela de TV não era touchscreen, e os filmes passavam um na seqüência do outro, sem poder escolher um em si. Eu não vi problema, já que vi um só (Focus - do Will Smith) e depois dormi. 

Em resumo, não esquentem em escolher a TAP ou vôos com escala. Tínhamos uma hora e meia para troca de avião e até sobrou tempo. Arrisquem-se! A opinião dos outros pode necessariamente não ser a sua depois da experiência!

(Levarei muitos desses na volta) 

O sotaque é muito cômico (porém lembremos das aulas na faculdade: nada de preconceito lingüístico :p) e o cara do Duty Free mordeu por eu chamar o pastel de nata de Belém (eles realmente mordem, pq pastel de Belém só em Belém!). Faça um teste, eles ficam bravos mesmo! Hahahah

Chegou! Partindo pro Intercâmbio sem grana!


Foram 365 dias planejando. Exagero? Talvez. Economizamos fazendo tudo tão antecipadamente? Nem tanto. O câmbio deu um banho gelado na gente - começamos comprando o curso em Agosto com euro a 3,13 e compramos a ultima remessa da moeda nessa semana a 3,86.

Muita coisa aconteceu nesse meio tempo. Achamos por várias vezes que teríamos que cancelar (por conta do nosso bolso) ou alterar (por várias oportunidades profissionais que iam aparecendo). Com isso, podemos dizer: nem sempre planejar com tanta antecedência é uma boa. No caso, eu perdi algumas oportunidades profissionais promissoras porque já tinha 35 dias fora do pais. Mas como no final tudo deu certo, voltarei ao país de emprego novo. Deu certo, mas quanto nervosismo sem saber se teríamos ou não que cancelar a viagem. Alguns dólares de multa, as ferias do namorado que também seriam alteradas, dentre tantas outras. Planejar com tanta antecedência as vezes traz algumas dores de cabeça.

Em contrapartida, estamos aqui hoje no aeroporto tranqüilamente. Programamos tanto que hoje era só jogar tudo na mala (literalmente, porque estamos levando um número considerado - por mim - mega minimalista de roupas). Aquela mala do post do Marcus, só ela, com 15kg pros dois, para 35 dias. Haja Omo!


Essas são as roupas que estou levando. Baixei um app bem interessante chamado Stylicius: fotografe suas roupas e monte looks. Parece meio patricinha e tal, mas vai por mim, vale a pena. De cabeça, nem sempre temos disposição ou criatividade, ainda mais com número reduzido de roupa.



Sobre a ansiedade: nada comparada a primeira, nem com a segunda e terceira viagem. Ainda mais depois de ficar 365 dias contando, fuçando a internet em busca de lugares pra dormir, comer e conhecer. Muitos blogs novos adicionados no feed, muita gente legal e acho que a viagem em si já começou há muito tempo. 


Essa foto do Dave só coloquei porque estamos sabendo legal mesmo e claro, daqui 15 dias iremos ao show deles pela segunda vez no ano (e terceira na minha vida!). 

Bom gente, estamos aqui sentados em Rodacopos esperando o horário do voo e a bateria ta acabando. Como podem ver na fotinha lá em cima, agora temos assentos tipo de praia de frente pra vista pra pista. Lindo né? A câmera não ajuda muito, mas tem muitos pontinhos azuis e uma lua gigantesca brilhando.

Agradecemos a todos que nos acompanharam durante o planejamento do intercâmbio sem grana, que finalmente, está acontecendo!

Nos despedimos aqui, com direito ao Marcus de Crocs - e nos dois com uma única mochila. Só pros fortes, né? :p


Flw vlw!


Ma che Cazzo: é claro que é sobre Roma


Olá galerinha!

Como já citei antes, entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011 fiz um mochilão pela Europa e uma das cidades que mais gostei de conhecer foi Roma. E claro que veia italiana que tenho não podia ter escolhido um lugar diferente, né?


Logo de cara, o primeiro local que pipocou na minha frente foi nada menos que o Coliseu. Sim, é algo maravilhoso, imponente e que esta resistindo muito bem ao tempo.


E essa foi a primeira vista que tive dele:


Depois de andar um pouco, uma fila e um pouquinho de paciência, lá estava eu naquele lugar que provavelmente meus antepassados sentaram um dia. E uma sensação inexplicável estar em um lugar tão antigo assim.


Passando um pouco pras aulas de história... Conseguem entender o que é essa diferença no piso mostrada na foto abaixo? Sim, isso mesmo, essa parte cheia dos labirintos eram os lugares onde os gladiadores e feras ficavam antes das batalhas. Lá no fim da foto é possivel notar que tem um tipo de tablado para simular toda a cobertura dos labirintos



Bem loca essa parada, né?

Continuando a aula de história, quem lembra dos irmão Rômulo e Remo, que foram amamentados por uma loba? Curioso, ne?


E não podia faltar, é claro, o Panteon! Sabiam que algumas colunas e uma parte da decoração dele está hoje no museu britânico? Isso mesmo, durante a guerra os ingleses conseguiram roubar algumas colunas de 10m de altura e ainda conseguiram enfiar dentro do museu...



Pra fazer mais um pouquinho de inveja, a Fontana di Trevi! Dizem que quem joga uma moeda volta pra lá um dia. E não é que eu to indo de novo e muito bem acompanhado? :)



Para terminar a minha saga por la, a famosa praça de São Pedro!


Nessa viagem fiquei cerca de 3 dias e foi o suficiente para conhecer a cultura e vários pontos turísticos. Bom pessoaR, por hoje é isso. 

VIAJAR NÃO TE FAZ FELIZ


crédito

Depois de listar algumas coisas que enchem o saco em blog de viagens, quem sou eu para vir cagar regra também? Mas como sempre, com aquela boa intenção, queria mostrar um outro ponto de vista discordando de muitos posts por aí.

***

Somos amigas há muitos anos. Saímos da infância juntas, tornamos o terror dos pais na adolescência e quando jovens, sabíamos nos divertir. Já faz alguns que estamos mais distantes, consequências de escolhas - como acontece com todo mundo. Nos últimos três anos, eu vivi em função das viagens e por e com elas, talvez tenha mudado um pouco - ou muito. Ela, entrou em um relacionamento daqueles tóxicos que não permite coisas simples, como amizades. Como vida própria. Mas foi a escolha dela, que sabia desde o começo que assim seria.

Semana passada nos encontramos - um ritual que de semanal, passou a ser semestral. Mais uma vez, ela reclamava que não era feliz, havia parado no tempo, não crescia, não vivia. A mesma ladainha de sempre. Aposto que você conhece alguém assim - todos conhecemos.

A questão é que estou cansada das mesmas histórias, das traições, das ofensas - e ela nunca ter coragem de deixá-lo. Cansei também de aconselhar, dar sermões, dicas, estender o braço. Todo mundo cansa quando sabe que a própria pessoa não quer mudar, não é?

- Qual foi o momento mais feliz da sua vida? A primeira coisa que vier a sua cabeça, não vale pensar. 
- Rio de Janeiro. 

Tirei a foto em 2012 e ele estava igualzinho em 2015 :p
Faz mais de 3 anos que tivemos um carnaval daqueles inesquecíveis na cidade maravilhosa e esta foi sua primeira e única viagem. Foi muito bom, mas eu não citaria como o momento mais feliz da minha vida.

Eu senti pena por o momento que ela julga felicidade estar tão lá no passado; feliz por ter feito parte dele e por estar em suas alegres memórias. Mas um filme passou por mim desde aquele dia e mais uma vez concluí que não foi a viagem que a deixou feliz. Não foi o fato de estar no Rio de Janeiro.   

***

Quando decidi abandonar tudo para ser AuPair e ir aos USA, sabia que não adiantaria cruzar o continente para fugir dos fantasmas que aqui deixei - embora tivesse firmemente essa esperança. Eu fiquei doente, tive que voltar e isso todo mundo sabe. Mas eu viajei, não? Fui mais feliz por ter pisado em outro país? Não. Gostei, curti - assim como sofri por ter colocado uma expectativa demasiada grande em uma viagem. Eu mudei mais quando voltei, do que quando estava lá.

***

O Rio de Janeiro de fevereiro de 2012 definitivamente não vai existir nunca mais. Assim como Cabo Frio em 2008 também não vai repetir. Poderia citar aqui uma penca de experiências legais que tive em cidades que não são a qual resido, inclusive no exterior, mas o fato é: não é a viagem que te faz feliz, mas quem você é (e o que permite sentir) naquele momento. 

Minha primeira viagem: Cabo Frio."Não me mostre o paraíso, que se eu for não vou voltar"...

Tentei explicar que poderia ter momentos tão bons quanto aqueles aqui e agora - e tudo dependia dela. O Rio de Janeiro continua lindo, mas não devolveria aquela alegria. Ela não é a mesma pessoa, não adiantaria fazer as malas e correr pra lá - ou qualquer outro lugar. 

***

Se conselho fosse bom não se dava e por isso vivo me ferrando por tentar oferecer a quem nem procura. Mas permitam-me mais uma vez dar um daqueles que a experiência comprova o fato: não pense que uma viagem te fará feliz. 

Viaje sim, e muito se puder. Meu discurso sempre será para investir em uma, mesmo que seja na cidade vizinha, no parque da cidade que nunca pisou. Mas viagem alguma faz o milagre sozinha; tudo depende exclusivamente de quem levará dentro de si.

O Rio de Janeiro me conheceu em dois momentos diferentes; ele estava igualzinho quando o deixei pela última vez, mas eu, outra pessoa. A mesma essência, mas com outro olhar. Talvez eu tenha mudado tanto por conta das viagens, digo, por tudo que deixei que elas fizessem a mim. Não foi Londres nem Chicago. Foi o que permiti absorver, e o que fiz com tudo aquilo depois.

Por dentro, eu não estava preparada para Chicago. 
***

Se está planejando uma viagem, independente pra onde seja, tenha em mente que aquele lugar te mudará se você permitir. Viagem é uma jornada sem volta para aqueles que se entregam a si mesmos

Se anda lendo muito sobre largar o emprego que te aborrece para ser feliz viajando como nômade digital - admiro os que são - tenha em mente que as coisas não são bem assim. Diz o cliché que a felicidade é o caminho, e não o destino, portanto, a regra é a mesma: não pense que largar o emprego e sair pelo mundo vai te fazer feliz, se por dentro, você não estiver.

A mesma regra do comprar por compulsão e colocar a felicidade nas mãos de outros. Quanto mais externo se procura, menos se acha. Nem Nova Iorque será capaz de milagre algum se não se permitir.





***

O timing sobre o assunto tá tão perfeito que nesta mesma semana encontrei sem querer dois outros posts sobre o tema. Vale a pena ler "eu não preciso viajar para encontrar a felicidade" da Bruna e "7 clichês de viagem que merecem um tapa na cara" do Rafael.

Inspiração: minha manhã total mindfulness no parque. Nem precisei viajar tão longe para ter um momento feliz! :) 

cueeé


PLAYLIST DA VIAGEM



Faltam exatos 15 dias. 

Planejar uma viagem acaba sendo a própria em si. Já conheci muita gente que bota a mochila nas costas e vai. Juro que queria ser assim. Mas estou evoluindo. Todos estamos, não?

Toda aventura merece uma trilha sonora e claro que teremos a nossa (além de Foo Fighters!). Criamos uma playlist no Spotfy (o Marcus falou dos apps que usaremos neste post) e tem um pouquinho de tudo nela. Desculpem, QUASE tudo!

Muitos covers em versões mais countries, algumas instrumentais, outras bem chill-out, um pouquinho de eletrônico, com uma pitada de rock e pop. Mas garanto que esta bem eclética e inspiradora! A regra eram musicas que ainda não tivessem nenhuma lembrança de nada, e para as que já conhecíamos, um cover com ritmo diferente da original.

Tem um plugin ali ao lado, basta dar play ali! 
Aceitamos sugestões para incluir na lista e claro, um feedback sobre o que acharam da nossa trilha sonora.



3 COISAS IRRITANTES EM BLOGS DE VIAGEM


don't go with the flow

1. VOCÊ P-R-E-C-I-S-A FAZER – OU PARAR DE – AGORA
Não. Eu não preciso. Não estou interessada.

Acho um desaforo quando vejo postagens ou matérias do tipo “coisas que você precisa deixar de fazer agora” ou “lugares que você precisa conhecer” colocando o imperativo. Cada um tem uma vida, um estilo, uma necessidade. Portanto, eu NÃO preciso e nem sou obrigada a viajar à Índia até meus 30 anos, pois meus objetivos turísticos são outros. 

E acho que você aí também PRECISA não deixar que ditem o que é necessário ou não. Se seu sonho é conhecer NY e todo mundo diz que é modinha, vá à NY! Porque é SUA vontade.

2. VOCÊ PRECISA DE NO M-Í-N-I-M-O 5 DIAS PARA CURTIR CIDADE X
Não, eu não preciso.

Também irrita como algumas pessoas delimitam a quantidade de dias que é preciso para conhecer cidades X. Vemos isso frequentemente em blogs de turismo que citam Londres, Paris e cidades grandes. Esses dias estava louca atrás de um roteiro de UM dia pela Provença e só dava de cara com “reserve no mínimo 5 dias para visitar a Provença”. Não cara, eu não tenho cinco dias. Eu tenho um. E quero conhecer. Se um dia eu tiver mais tempo para voltar no futuro, ok. Mas estarei ao lado da região das lavandas e eu quero conhecer em UM dia. Posso, por favor?

Você aí também não precisa de no mínimo a mesma quantidade de dias que outra pessoa disponibilizou. Moro uns 100km de São Paulo e até hoje não conheço tudo que tem lá! Obviamente que em um ou dois dias não dá para conhecer t-u-d-o, mas se filtrar os pontos turísticos de mais interesse, dá sim para conhecer um pouco da cidade.

3. NÃO VÁ PRA TAL LUGAR, SÓ TEM BRASILEIRO
Sim, no Brasil também tem e você é um deles!

Não consigo dizer em qual cidade fora do país que já fomos que NÃO vimos brasileiros. Estamos por todo o mundo e glória a Deus amigo, estamos conseguindo viajar. E estudar então? Acho ignorância não escolher Dublin, no caso, por só ter “brasileiros”. Londres tá cheio, NY também e até em Hastings, a cidadezinha-micro que estudei na beira da Inglaterra também tinha alguns além de mim (e nem por isso me relacionei com eles – meu objetivo era falar inglês).


Vá sim para Dublin ou qualquer lugar cheio de brasileiros. Aposto que lá também tá cheio de asiáticos (que se reproduzem em velocidade mais rápida do que nós) que serão companhias excelentes para treinar o inglês. É muita ignorância e preconceito não ir a algum lugar por conta do povo da sua própria raça. A escolha com quem irá conviver e andar é totalmente sua. Se numa classe com 10 alunos somente um outro é brasileiro, por que vai andar com ele? Tá na água é pra se molhar, pare de ser bunda mole e vá falar em inglês com os outros. 



Ps.: entendemos que a intenção dos blogs é dar dicas! Nosso ponto aqui é apenas não levar tão ao pé da letra e deixar de fazer ou ir a algum lugar por conta da opinião alheia. 

DICAS: APPS ÚTEIS PARA VIAGEM




Olá galerinha do rolê!

Hoje estou aqui para falar de alguns programinhas interessantes para se usar quando viaja. Temos de tudo um pouco - desde GPS, passando por checklists e indo até programas de cambio. São velhos conhecidos e talvez muitos de vocês conheçam, mas quem viaja pela primeira vez sempre tem dúvidas e sabe que se está no vamospralgumlugar é porque funciona! :P

Bora começar então?

1) PARA SE ORGANIZAR: WUNDERLIST

Primeiramente vou lhes apresentar o Wunderlist, um programa para criar checklists para tudo, desde coisas a colocar na mala, aquelas comidas tipicas que não podem faltar no seu rolê, presentes para os hosts e assim por diante.



Como vocês podem ver, ele e bem intuitivo para se inserir listas. Ahhhh, você ainda pode convidar alguem para poder incluir itens ou checar junto contigo! Também funciona online pelo computador, dando pra acessar todas suas tarefas

Eu a a Aline ja usamos varias vezes, inclusive testamos outros apps até mais famosos, mas achamos esse mais fácil e simples - adaptação foi bem rápida. Inclusive tem uma lista enorme de filme que fizemos em uma das viagens, mas sacoméné? Nem sempre damos aquele gás pra assistir todos aqueles filme :P


2) PARA CONVERSÃO DE MOEDAS: XE CURRENCY

Vamos agora para um programa de câmbio! Não é câmbio de câmbio desligo do wakie talkie, mas sim um programa de conversão de moedas em tempo real. 

Sabemos que o tanto o dólar, o euro e a libra estão num valor astronômico ultimamente, então nada melhor que se atentar aos preços e não gastar mais que o planejado. Claro que quem converte não se diverte, mas é sempre bom ter o pé no chão e o XE Currency te ajuda com isso! Nós recomendamos!


Não pense que ele ajuda só no momento de comprar as moedas para levar, mas imagine estar na frente de uma loja e querer comparar quanto aquele tênis custaria aqui. Muitas vezes podemos ser enganados pela ilusão de uma blusinha custar só £20, na real, se convertermos ela seria R$ 100 aqui, o que não é lá tão diferente assim!

O app foi muito útil durante nossa viagem à Praga, já que lá eles não usam o Euro, e sim a Coroa Tcheca. Não tínhamos noção alguma de conversão rápida, e o app foi salvação!


3) PARA GUARDAR DOCUMENTOS E FOTOS: DROPBOX

Quando viajamos, levamos todas as reservas de hotéis, aluguéis de veículo, passagens de ônibus e trens impressas. Porém, por segurança, também digitalizamos tudo e deixamos "na nuvem", para o caso de emergências. Já testamos o One Drive (Microsoft), ICloud (IOS) e até mesmo o Evernote (ocupa espaço demais no celular!), mas preferimos ficar com o Dropbox.

Ele tem uma interface bem amigável e é facinho pra sincronizar, além de fazer upload das fotos em segundo plano (enquanto isso, dá pra ficar vendo o feed do Facebook!).


Em comparação aos outros, o espaço de armazenamento não é ruim, não demora para fazer upload e não pesa no celular.Assim como os outros, dá para acessar online também através de computador/notebook e visualizar os arquivos, além de poder dar acesso para que alguém também possa incluir ou modificar a pasta específica.

4) PARA NÃO SE PERDER

Vamos para os programas de mapas!

4.1 CITYMAPPER

O citymapper ajuda com o transporte público nas maiores cidades do mundo. Funciona assim: você coloca onde está e para onde vai e pronto! O melhor jeito de chegar está na tela do seu celular! É tão simples que parece mentira. Não é. Nós recomendamos.


Por exemplo, colocamos para chegar do aeroporto de Stansted (Londres) ao lugar que vamos ficar. Ele dá todos os metrôs e ônibus, e ainda tem a opção de um alarme para apitar quando chegar no ponto para descer. É mais fácil do que perguntar ao cobrador!

O lado ruim é que ele só funciona mesmo em cidades grandes e capitais. No Brasil, por enquanto, só em São Paulo.


4.2 CITMAPS

O Citymaps é um aplicativo em que você pode salvar o mapa de uma cidade para possível consulta offline. É ótimo para aquelas pessoas que não pretendem comprar um chip novo e só querem usar o WIFI do local em que está hospedado, e durante o turismo pela cidade, não terão acesso à internet.


Como funciona: após baixar o app, se escolhe a cidade e então, ele baixará o mapa dela - para isso, é preciso ter conexão. Após ter baixado tal mapa, pode-se usar o app offiline, só necessitando de conexão novamente se precisar baixar mapa de outra cidade.

O app foi extremamente útil em nosso último mochilão pela Europa, principalmente em Amsterdam. Não tínhamos internet 3G no celular, o Googlemaps não carregava, os mapas eram confusos (muito canal e ponte pra uma cidade só!) e depois que baixamos ele, ficamos mais tranquilos.

4.3 WAZE

E o último app de localização é o famoso Waze, sim ele mesmo. Muito famoso já no Brasil, por ajudar em tempo real com o transito, ele é atualizado também pelos usuários, que informam se há acidente, mal tempo e até mostra quantos quilômetros de congestionamento há pela frente. Definitivamente, um dos melhores GPS, se não for o melhor!




5) PARA TRILHA SONORA - SPOTFY

Programa de música que conta com os mais variados artistas, playlists e gostos. Tem musica pra tudo, até para aquele jantar a luz de vela com o seu love! Já testamos outros, como o Deezer, mas no fim ficamos só com ele.

Há as playlists compartilhadas e até sugeridas pelo aplicativo, com temas diversos (por exemplo, num dia de chuva aparece uma "músicas para dia de chuva" e por aí vai). Para quem é mais preguiçoso, nem há necessidade de criar uma playlist em si!



O lado ruim é que no modo gratuito não há a possibilidade de escolher uma música em si (somente ouvir a playlist selecionada) e 5 pulos de música, o que chega a ser chato - além das propagandas (para computador, é possível fazer tudo isso sem precisar ser assinante!).

Para nossa próxima viagem, já montamos uma playlist e vamos assinar o Premium antes de viajarmos, pois sendo assinante há a possibilidade de ouvir as músicas mesmo offline (e deixando o cel um pouco mais pesado).


Todos os apps acima são gratuitos e disponíveis para ambas as plataformas (IOS/Android). Lembrando que não estamos fazendo propaganda, apenas auxiliando aqueles que vão viajar e não tem costume de utilizar aplicativos.



Bom pessoal, por hoje é isso!

Alguém aí tem uma dica boa de programa para usarmos durante a viagem? Deixe seu comentário e nos ajude :)

Até logo galerinha!

NORTHERN UK: GLASGOW, LAKE DISTRICT & LIVERPOOL



Da série euvouprauk, ficamos devendo um post sobre o finzinho de nossa viagem, pelo norte do Reino Unido. Apenas para lembrar, em 2013 estava em UK para estudar e de quebra, emendei um mochilão pela Europa. Os últimos 4 dias foram reservados para descanso no sossego - e frio - britânico.


Nosso roteiro de trem! 
Após curtir o castelo de Neuschwanstein em Munique, fomos para Glasgow de avião, com a British (uma das melhores cias com preço de RyanAir! UM ACHADO!). Antes de mais nada, preciso citar o descontentamento com hotéis, que todo post ensaiava e no fim, não explicava. Prontos para a ladainha?! :P


Quando comecei a planejar a tal viagem, ainda faltavam -250 dias (quando criei este blog) e eu ainda não namorava o Marcus. Por ser a primeira viagem e sozinha, resolvi comprar um pacote "mochilão" com a CI, a mesma agência que havia fechado o curso em Hastings. Mesmo já trabalhando com reservas de hotéis para empresas, eu tinha um certo medinho de dar pau lá fora, sabe? Então resolvi pagar mais caro para não ter problema. Rá.
E assim, todos os hotéis e bilhetes de trens foram emitidos pela CI, e os recebi há poucas semanas do embarque. Imagine meu pânico e a ansiedade por não saber onde me hospedaria! Não tinha nem o prazer de fuçar o GoogleMaps e ver a carinha da fachada, saber se tinha árvores na frente ou um café qualquer. 
Em resumo, achei totalfail todos os hotéis. Todos. Eram longe dos principais pontos turísticos, nada localizados, alguns até velhos e aí que percebi que com o valor que paguei, teria reservado coisa muito melhor. Eu aprendi a lição e espero que você aí coleguinha, aprenda pelo meu relato e não pela experiência.

Voltando ao tema do post (adoro emendar assuntos), Glasgow não estava no pacote da CI e lá a hospedagem era por minha conta. Fomos direto no Ibis, e não teve erro: pertinho de tudo, atendimento padronizado e preço bom (ainda não tava no ritmo alucinado de economia com Airbnb!). 

Teríamos apenas duas noites e um dia completo lá, e optamos por jantar algo que amamos e estavamos com saudade: comida japonesa! Li uns reviews na net e achamos um lugar perto (Nanakusa Japanese Grill). Por uns £80/casal (!!!) comemos uma barquinha BEM MAIS OU MENOS. Aprendemos a lição e aqui a deixamos a você: nem todo país manja do japafood. Puta grana jogada fora, mas enfim... evitem o japa food, galera!


Uma loja de roupas para festas. La este e' o suit & tie deles! :P

Foto em tom vermelho pra combinar com a anterior. 
No dia seguinte, rodamos o centro de Glasgow. Estava o frio típico inglês com uma garoa chata, somada a dor de cabeça que estava por conta do jantar japa. Não arriscamos nenhum ponto turístico longe, como nosso intuito era descanso e "sentir a cultura", apenas turistamos de boa. 



Essa acima é a Buchanan St., uma das ruas com "calçadão" mais famosas de Glasgow, onde se concentram boa parte das lojas famosinhas e restaurantes (estava inaugurando uma Forever 21 na época). 

Ao nosso olhar, a cidade é bem boring. Não é tal medieval, tem uns prédios mais modernos e se pudessemos voltar no tempo, teríamos escolhido Edinburgo. Uma conhecida havia dito que a Escócia em si tem um clima meio dark e pesado, e de fato, hoje temos a mesma impressão. Talvez com mais dias por lá, dê para mudar de opinião. Mas nem ovelhas tinha. Que raios de cidade inglesa não tem ovelhas? :p



LAKE DISTRICT

No dia seguinte, pegamos um trem e em cerca de 3h estávamos na região conhecida por Lake District, ou dos lagos. Havia visto sua beleza através de um guia que ganhei e me apaixonei... montanhas, lagos, ovelhas. Perfeito pra finalizar a viagem, né? 



Quintal do hotel <3
Tirando o cansaço da viagem (algumas conexões de trem em lugares inabitáveis com um frio do inferno), chegamos à mini-cidade, que cerca um dos lagos. O que Glasgow nos desagradow, Windermere acertou o coração. Alguns cafézinhos ao redor, casinhas de pedras, MUITAS OVELHAS e as montanhas (algumas, lá longe, ainda com neve).





Encontrei o hotel Wateredge Inn (com pier pro lago!) no Booking e na promoção (£80/casal duas noites). Mesmo a cama sendo bem apertadinha, tínhamos uma vista linda e ele inteiro tinha aquela carinha de construção inglesa, sabe? Pra completar, um restaurantinho mega fofo que servia pratos típicos.


FISH & CHIPS típico <3



Fizemos uma caminhada nas áreas verdes (cercadas adivinhe por quem? OVELHAS!), bebemos cerveja na beira da árvore e alimentei patos. Sim, a experiência mais engraçada e legal nos quase 3 dias lá. Compramos um saquinho com ração numa vendinha na beira do lago e de repente, era CUÉ pra todo lado. Muitos me seguiam, quase pulavam... Quase passei a amá-los mais do que as ovelhas. Quase. Em nosso último dia, o mundo caía em chuva e enquanto tomávamos café, uma dupla de ganços batia o bico na porta pedindo para entrar. 








LAIVERPOOL

- How can we get to Liverpool?
- LAIverpool? You just have to wait right here.



Congelando na estação

Se foi novidade ouvir DÁBLIN e HÁSTINGS, imagine só quando o tiozinho da estação pronunciou o I com som de AI. Não contentes, perguntamos de novo e ele repetiu a façanha. O sotaque britânico sempre nos impressiona. Nunca acredite que já ouviu tudo.

Nossa última parada foi na cidade dos Beatles, cerca de 1h30 de trem. Lembrou muito Hastings, com muita subida e uma vista bem legal do mar. Passeamos pelas docas, andamos pelas ruazinhas cheias de subidas e claro, visitamos um museu na beira das docas e encaramos um pub (não era o dos Beatles...) com direito a muita mulherada bêbada!





É de fato uma cidadezinha encantadora e tirando o pinga-pinga que não cessava, num dia de sol talvez seja ainda melhor (quem sabe no verão, com a roda gigante na ativa).

Finalizamos nossa viagem no aeroporto de Manchester, voltando à Heathrow e de lá, Guarulhos - trazendo na mala e no coração uma deprezinha, depois de tanta coisa vivida em quase 40 dias.




Aí perguntam: vale a pena fazer viagem corrida, ficando 2 dias em cada lugar? SIM e NÃO. Tudo depende do bolso, tempo, disposição. Não acredito que voltaremos tão cedo ao Norte de UK e de fato, esse curto tempo foi suficiente para respirarmos a atmosfera de cada local. 



CUEEEEEEEEEEEEEEEHHH!


Infos: 

  • - Compramos os tickets de trem diretamente no site da Nothern Rail e pagamos um valor bem legal por ser antecipado. Na época, eles não aceitavam cartão de crédito, só conseguimos comprar com o travelcard (pré-pago) que já tinha em libras (ou com cartões emitidos em UK);
  • - Moeda: libra Esterlina (£), valendo no câmbio de hoje uns R$ 5 cada poundzinho (na época da viagem, valia R$ 3,50);
  • - Idioma oficial: Inglês (prepare-se para o accent!);
  • - Brasileiros não precisam de visto (para permanência de até 90 dias);
  • - Até o momento não há voos diretos do Brasil até o norte de UK. A ideia é escala/conexão em Londres, ou arriscar com KLM via AMS (Amsterdam) ou AirFrance via CDG (Paris).

Caso queira conhecer as cidades, vale a pena combinar com Manchester e Birmingham, se tiver um tempinho maior. 


Tenho um medo enorme desses negócios. Tenho pesadelos com eles.