Amsterdam

sexta-feira, março 08, 2013 Aline 2 Comments


Depois daquele rolê doido todo, no qual nos perdemos pela Holanda, finalmente chegamos na Centraal Station.

Ao chegarmos no King’s Hotel (reservado pela CI – comprado juntamente com o pacote de mochilão) por volta das 21h, entreguei a reserva e o cara da recepção cobrou + EUR 80 para incluir o Marcus (2 diárias + breakfast). Ok, era o que tava tendo. Deixamos as malas e saímos procurar algo pra matar a fome.

Estávamos distantes do centro (Valeu CI!), então só nos restou caminhar pelas redondezas do bairro e achar algum lugar aberto – em pleno domingão final de noite. Enfim, achamos um barzinho agradável, que nos serviu Amstel geladinha acompanhada de uma porção de BitterBallen. Deliramos com o sabor e pedimos mais um pouco. O bolinho redondo, que é na verdade uma forma de croquete, tem um recheio cremoso muito bom! Harmoniza perfeitamente com uma brejinha! Depois migramos para a Heineken - para não perder o costume - e voltamos para o hotel.


No dia seguinte, começamos comendo como boizinhos: embora o café da manhã fosse continental e oferecesse as opções que já estamos acostumados (como cereais – o bom e velho sucrilhos, pães e sucos), eu optei pelos queijos diversos. Nos preparamos (leia-se colocar os casacos pesados + gorros + luvas) e rumamos desbravar Amsterdam: o dia estava lindo, com muito sol e sem nuvens, porém, bem gelado.

Andamos cerca de 15min e chegamos no famoso I AMsterdam. É impossível conseguir tirar uma foto forever alone ali, e tampouco conseguir uma folga entre as letrinhas; a galera simplesmente invade seu espaço. Fiquei pensando como outras pessoas conseguiram a façanha: será que foram de madrugada? Ou jogaram uma bomba de gás lacrimogêneo e expulsaram todos? Sério, era uma segunda-feira comum, 9h da matina e todos estavam empoleirados nas letras, fazendo poses, caras e bocas. #xatiada


Continuamos a saga e com mais 15min, andando na beira de um dos mil e um canais, chegamos em frente a fábrica da Heineken. Como já tinha comprado o tour de barquinho (pacote CI), embarcamos e admiramos toda beleza de Amsterdam: casinhas com janelas cheias de flores (mesmo em pleno inverno), barcos que serviam como residências e vários outros atrativos ‘nas beiras’, como o Hard Rock Café e uns museus (como o da Anne Frank – que não fomos, porque a fila estava imensa e nosso time era curto, infelizmente). 

O bom desse tour é que ele possuía três linhas (azul, vermelha e verde) e cada uma passava por pontos diferentes da cidade; é possível descer e subir quando quiser (like hop on – hop off) dentro de 24h.

Caminhamos mais um pouco, e chegamos ao Centro. Eu me diverti muito quando o Marcus perguntou todo felizinho:vamos entrar num coffee shop tomar um café?. RÁRÁRÁ! Eu já sabia que assim eram denominados os points da Marijuana, mas fiquei na minha, só esperando a chance para rir muito! 

Vimos que as tais das Coffees Shops são muuuito normais: tem mais de uma por rua, a grande parte coberta por uma névoa branca e ninguém olha torto, não – sem contar que a galera embola ‘um’ de buenas mesmo, na rua, a olho nú! Detalhezinho que vimos muito e sempre comentávamos: ‘Seeds here’. Cara, quem compra tanta seeds assim? 

Turistamos por todo centro e enquanto meus olhos ficavam encantados com a arquitetura do local, o nariz do Marcus se irritava cada vez mais com o cheiro (nunca gostei tanto de estar com sinusite). 

Igrejas que não eram consideradas igrejas; centenas de sex shops, com cartazes nos vidros com conteúdo bem explícito (vibradores, bonecas infláveis e disso pra ‘pior’). Não pensem que sou uma moralista de igreja não... eu achei é interessante!


Sim: enquanto nossa cultura (seja religiosa ou ‘conservadora’) nos faz agir sempre ‘por baixo dos panos’, a Holanda não esconde suas preferências e incentiva seus moradores a fazerem o mesmo. E, pra falar a verdade, o Marcus ficou muito mais assustado que eu (ex-catequista, que deveria no mínimo tapar a boca). Entramos em vários, fuçamos e chegamos a conclusão que embora as opções sejam variadas e muitas, a qualidade (pelo menos de lingerie) no Brasil é bem maior! Então, a dica é: saiam da caixa e abram os olhos para verem mesmo – pra conhecer e sentir a cultura do local. Mas provar, aí é vai de cada um.

O ‘putaria moment’ sugeriu Red Light District. CLARO que fomos – e por insistência MINHA, deixo aqui bem claro. Não sosseguei enquanto não encontrávamos a parte das ‘garotas’ e até nos perdemos para chegar lá (as ruas são idênticas as outras e os canais confundem muito).

Pra quem tem curiosidade em saber, é tipo assim: ruas normais, com várias portinhas de vidro; por trás, ficam as trabalhadoras. Enquanto esperam seus clientes, falam no celular, lixam suas unhas (como se fosse a coisa mais simples e comum no mundo) e as mais audaciosas até se arriscam a convidar a homarada. Algumas sem roupa alguma, outras com lingeries minúsculas. E quando estão ‘trabalhando’, fecham as cortinas e uma luz vermelha se acende acima da porta. Crianças, senhoras de idade passando na rua... Easy like Sunday Morning.


O sol já estava indo embora, corremos pra Heineken fazer a tão esperada Experience. Cheguei chegando e já falei pro carinha que meu sonho era trabalhar lá, cheia dos mimimis – como sempre. Ele me chamou e pediu pra eu assumir o balcão de vendas por uns minutinhos... Só risadas!

Como eu já tinha ido na fábrica da Guinness, não esperava tanto – mas me surpreendi e muito. Enquanto o tour da primeira era bem ‘old school’, com aspecto conservador e bem adulto, a Heineken conseguiu prender a atenção em cada segundo. Também havia a divisão dos setores (ingredientes, fabricação, história, marketing), mas entre cada um deles, uma interatividade: como pick-up para arriscar a ser DJ, um game super legal para aprender a como servir a cerveja no pint e o mais legal: fabricar sua própria e levar para casa (claro que pagando um precinho amigo pela garrafa – com nome embutido). No final, degustação.


Procuramos um pub para lanchar, mas aí vem mais uma dica: cuidado com o tipo de pub que escolhe. Tentamos vários e a maioria que era próximo a Red Light só servia breja, e NADA de aperitivo – até levamos esporro de um garçom por isso. Encontramos um outro pubzinho meio aconchegante, pedimos novamente o BitterBallen (que não estava tão bom quando o do dia anterior) e umas Leffe’s, que achamos fortes demais. #naoaguentapedeheineken


No dia seguinte, aproveitamos os últimos minutos do nosso barquinho. Conseguimos nos perder no centro ao tentar procurar a loja oficial da Heineken: o tour Experience do dia anterior presenteou a todos com um ‘brinde’ que deveria ser retirado na tal loja, so far away. E nos perdemos LEGAL. 

O GPS do meu cel estava uma droga e estávamos entrando em conflito com o mapa. Aí, mais uma vez, vimos o quanto é importante a sintonia entre o casal – ou no caso, entre as pessoas que viajam: enquanto um queria ir para a direita, o outro para a esquerda. Enquanto os nervos de um enlouquecem tentando achar um ponto de ônibus, o de outro tenta procurar um taxi. Não é fácil, não! Mas resolvemos facilmente e chegamos ANDANDO no lugar, sem desistir e ter que gastar eurinhos com cabs ou trams.


Voltamos pro hotel no almoço, fizemos check-out e rumamos pra Centraal – era hora de partir pra Berlim e encarar 6h de trem. Amsterdam foi um role BEM rápido, mas conseguimos ter uma visão geral e passar pelos pontos que mais tínhamos vontade.


My point of view:
Amazing. 2 dias foram o suficiente para me conquistar e querer voltar; me identifiquei MUITO com o local, principalmente com as bikes e com o style of life: parece que o resto do mundo não existe, e eles não estão nem aí pro que acontece lá fora. As ruinhas, os canais e as casinhas... as bikes penduradas em qualquer lugar! I think I found my place, dizia Dave Grohl. Minha vontade de ser AuPair ali aumentou, e acho que daria certo – mesmo que os USA seja agora minha melhor opção. E, só não reclamo do cheiro porque a sinusite finalmente resolveu jogar no mesmo time que eu! 



Marcus Point of View!
Well, chegamos em AMS quebrados após o puta role de trem (tks Netherlands!) e logo fomos procurar o famoso tram: imagina o que e um cara com uma vaca de pelúcia presa nas malas... esse era eu, porque a Srta namorada não queria mais carregá-la! 

Quem já esteve lá sabe como é aquele entroncamento de tram e aquela porra de cheiro daquela merda de cannabis.... DEN CAZZEN! Depois de tudo que a Srta Pequena Inácio falou sobre a primeira noite, ainda lembro que quando comemos os bolinhos, os dois queimaram a língua e ficamos com ela dormente por uns dias.... SIMMMM eles são ótimos e valem cada queimada de língua!


E sim, aquele hotel era longe pra caramba, mas o quarto, a banheira e o café da manha valeram a pena! Outro ponto que lembro é que lá é realmente difícil de se andar a pé, pois as pequenas e parecidas ruas ajudam você a se perder. Lembro do fato em que estávamos procurando a loja da Heineken: mesmo com GPS é bem complicado pra se andar por lá, pois quando você acha que ta indo pra uma direção, você ta indo pra outra... Aquele rio Amstel que nunca chegava... 


Outra coisa que gostei bastante foi da fábrica da Heineken em si! Puta lugar show! As pessoas q trabalham lá tbm, sempre muito animadas e felizes (por ganhar o seu dinheiro....kkkkk). AHHHHHHH, o gosto da Heineken é diferente tbm, principalmente da Extra Cold que tomamos lá. Ela é super gelada (verdade??), mas o sabor é melhor que a daqui.


DICA: cuidado com a câmera na Red Light, lá é realmente proibido e a mulherada fecha as cortinas assim que vem que você esta com uma.


Conclusão: não gostei de lá... aquele monte de bike pra tudo quanto é lado só atrapalham você pra tirar foto! :P



2 comentários:

  1. E nao e que com essas fotos que vc postou eu ate que mudei minha opiniao sobre AMS?? quando escrevi, acabei lembrando da parte ruim, mas com essas fotenhas, lembrei dos momentos bons, das paisagens, dos bichos... enfim voltei a quase gostar de la :)

    Lembro como se fosse hoje o dia q fomos na heineken e vc praticamente se realizou quando trabalhou la por 5 minutinhos :)

    E sim, aqueles bolinhos estavam otimos!!! ain que fomeeeeeeee :)

    E quando vc vai falar de Munique?? Franziscaner?? :P

    Louveu

    ResponderExcluir
  2. Ponto positivo pro feeling menos fanboy do Castella! hahahah

    ResponderExcluir