Berlim

quarta-feira, março 06, 2013 Aline 0 Comments



Como 'nos perdemos' no caminho entre Bruxelas-Amsterdam, ficamos com receio que aconteceria o mesmo no trajeto para Berlim. Mero engano: não precisamos fazer conexão e o trem foi direto, parando na estação central, depois de quase 6h de viagem.

Outra notável surpresa foi a tal HBF - abreviação de Hauptbahnhof, estação central - que era incrivelmente enorme e moderna: tinha estrutura de shopping, com muitas lojas e restaurantes; em todos os andares circulavam trens que vão para toda Europa, e ouso sempre dizer que consegue ser mais desenvolvida que Guarulhos. Desculpem-me os super patriotas, mas senti uma pequena vergonha do meu país naquele momento.


A CI como sempre fez um ótimo trabalho reservando um hotel super far away da região central (#sqn #fail), e ficamos na parte da cidade que é composta praticamente por turcos e a segurança noturna não era muito privilegiada. Tomamos um ônibus, e jantamos em um típico italiano-turco de esquina. Os caras falavam um inglês bem weird, mas conheciam Ronaldinho e Rio de Janeiro. No dia seguinte, nossa agenda foi bem cheia: acordamos cedo, tomamos um belo breakfast (um dos melhores, com certeza) e de ônibus, fomos em alguns dos principais pontos turísticos. 


Se você vai pra um lugar com muita coisa pra se fazer e pouco tempo para aproveitar, como nós, vale pegar o mapa antes de sair pra jornada e ver quais são os principais pontos. Nós fazíamos sempre na noite anterior, antes de dormir: assinalavamos os que realmente queríamos ver, fazíamos um itinerariozinho e no outro dia, ficava bem mais fácil e não perdíamos tempo com 'e agora, pra onde vamos?'. Lógico que sempre surge uma coisinha nova ou outra - aí vale conversar com sua 'dupla' ou grupo e mudar um pouquinho itinerário. Planejar é bom, mas ser surpreendido, melhor ainda! :)


Aí acima estão os primeiros lugares que fomos; caminhamos muito e tiramos várias fotos. É impressionante como tudo lembra a 2ª Guerra Mundial e grande parte dos monumentos referem-se àquele período;  há muitos tanques de guerra espalhados pela cidade.  É como andar pela história e respirar o que ainda restou de tudo aquilo.

Talvez Berlim (com m em PT e n em ING) tenha absorvido um pouco do clima daquela época, pois notamos que é uma das cidades mais quietas das quais conhecemos. Nos ônibus, só nós conversamos em um tom considerado normal - todos os outros mantinham a postura, olhavam para os lados, liam jornais. Nos parques, era notório que não éramos do país: enquanto os nativos ficavam imóveis nos bancos, observando a natureza ou lendo um jornal, nós conseguiamos acabar com a paz do local, rindo, tirando fotos e sendo os brasileiros que todos estão acostumados.


Tirando a atmosfera densa, o dia estava lindo - com um céu super azul e um solzinho que nos fez pensar em tirar as blusas no meio da tarde. 

Nosso rápido tempo em Berlim também proporcionou pequenas lembranças, como: 1) finalmente encontrei um chaveiro do Loki na loja Lego (the love of my life - kidding, Marcus! #avengersfeelings); 2) vimos uma bicicleta giratória, composta por vários bancos e a galera se embebeda enquanto pedala #brasileiropira 3) em alguns camelôs, encontramos os gorros típicos de russos (o Marcus realizou seu sonho), de guerra e inclusive máscaras de oxigênio usadas na época da guerra. Cool! 
                       

4) Nos apaixonamos pelo Vapiano, o restaurante de franchising alemã com comida italiana - perfeito e encantador. Não resistimos e comemos duas vezes (e mais uma em Munique, outra mais tarde no Brasil!). Tks Vinicius pela indicação! 5) O bear da foto é uma tradição alemã: coma um antes de dormir e tenha uma ótima noite de sono! Tinham dois saquinhos cada um em nosso quarto do hotel. 6) E o telefone digital da estação? Just awesome. Se fosse no Brasil, de duas uma: ou teriam roubado, ou depredado.  

O Check Point Charlie também atraiu nossa atenção. Na época da guerra, costumava ser a divisão entre o espaço dominado pelos USA e pela Alemanha. No local, havia como uma 'cancela', onde os passaportes eram checados e autorizados (ou não) a atravessar a 'fronteira'. Hoje em dia, é possível comprar um fake passport e pedir pros fakes guardinhas carimbarem (pagando, óbvio).


Berlim, além de inspirar o clima da Guerra, também expressa a uma liberdade de expressão muito grande e evidente - principalmente quando vemos as partes do antigo Muro de Berlim pintados, com grafites. Outro aspecto curioso é que as tubulações de gás são cor de rosa - e alguns 'orelhões' da T-Mobile (operadora local) também. Very cool :P 

A paisagem é bem bonita, e o clima 'calmo' transmite uma paz bem gostosa. Passear em casal, de mãos dadas, se torna algo inesquecível com o cenário. Há vários restaurantes - e baladas também (que não tivemos tempo e interesse em conhecer); tem de tudo um pouco!


Se eu soubesse que iria gostar tanto, teria com certeza adicionado mais dias por lá. Faltaram muitos lugares e minha lombriga de conhecimento sobre os fatos da guerra só cresceu ainda mais! Sem contar o transporte público - fácil, seguro e pontual - que me deixou fascinada e por várias vezes me imaginei ali, sem precisar de carro (ao contrário do Brasil).


E o Marcus, o que será que achou disso tudo? Sei que ele amou não desgrudar da câmera, e se apaixonou tanto quanto eu pelo Vapiano. E como posso esquecer-me de como ele se realizou comprando o gorro de russo? Foi o máximo ver a galera olhando torto pro barbudo italiano com cara de islâmico e chapéu skavurska! :p


Overview de Berlim by Marcus:

Bommmm, pra começar lembro do meu receio em chegar em uma cidade GRANDE e nos perdermos logo de cara. Acho que deve ser normal para alguém acostumado a viver em uma cidade pequena, com carro e tudo a disposição ter um certo receio do novo e diferente, mas graças a essa pequena ai, nós chegamos e dominamos tudo! :P 

Chegamos em uma estação enorme, iluminada e muito bem organizada. Se engana quem acha que o alemão quando responde o do you speak english com um a little bit é realmente pouquinho.... nas duas vezes que perguntamos eles falavam inglês melhor que nos dois juntos! Outro ponto diferente assim de cara foi que até o motorista do bus fala inglês, algo um pouco mais intermediário, mas fala.

Se me perguntarem se gostei de Berlim, digo que +-, e uma cidade muito bonita, organizada e segura, porém os resquícios da segunda guerra fizeram com que o povo ficasse mais fechado e na sua, o que pra nos brasileiros alegres e estabanados é bem diferente. O que mais gostei lá foi o VAPIANO e aquele clima histórico da cidade. Bom, no meu pequeno overview é isso... deixo vcs com a Pequena Inacio. :)

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E aí, gostaram do nosso rápido overview de Berlim? :)

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