Sim, vou ser AUPAIR.

sexta-feira, junho 14, 2013 Aline 0 Comments

Eu decidi retomar meu processo de AuPair!


Eu sempre quis viajar o mundo – e sempre amei a palavra viagem. Quando comecei a trabalhar com isso, senti que isso era o que realmente queria. Entretanto, sair por aí vivendo a vida com uma mochila nas costas não seria tão fácil assim. Trabalho desde os 16 e meus pais nunca conseguiram (e se interessaram) me ajudar a pagar um intercâmbio. Depois da faculdade e de ser efetivada no trabalho, em Junho de 2012 comecei um financiamento para pagar minha primeira viagem, um intercâmbio com mochilão para a Inglaterra, durante 40 dias - como pode ser visto aqui mesmo no blog.

Um mês após fechar o contrato, minha amiga retorna dos EUA e minha vontade pelo AuPair já estava aflorada. Nesse meio tempo, conheci mais 2 meninas que estavam por lá e algumas outras com a mesma vontade e não tive dúvidas: eu precisava viver aquilo. Morar fora, cuidar de crianças, ser responsável com elas e comigo (principalmente financeiramente). Já tinha feito estágio em escola pública durante o curso de Letras, tinha algumas experiências com ONGs e a vontade cresceu de uma forma que me fez fechar o contrato com a agência. 


Como já havia fechado meu intercâmbio pela CI, fechei o AuPair com ela mesma (que trabalha em parceria com a AuPairCare). Paguei a taxa e comecei o application - isso tudo, ainda em Julho/2012. A viagem p/ Europa estava marcada para Fevereiro/13 e meu embarque para os EUA deveria ser, na teoria, logo após. Então,  decidi fazer tudo com calma - e assim, pensar melhor se era o certo a se fazer. A primeira viagem serviria para mostrar como seria ficar um tempo fora, por mais que por pouco tempo.


Consultei minha irmã e meu cunhado - que às vezes considero como pais, no quesito 'conselho' - e embora eu não acreditasse, eles me apoiaram. A decisão não era fácil: meu pai não iria poder me 'sustentar' quando eu voltasse e eu já tinha um emprego no qual ganho bem, considerando minha idade e formação. Largar tudo isso pra cuidar de crianças?


O fato de voltar ao Brasil após um ano e não ter nada profissional certo me assustava - e ainda assusta. Então, pensando nisso, minha própria irmã pediu para que eu esperasse voltar do intercâmbio para ver como eu iria me sair, se iria gostar de ficar fora, do frio, de não ter família por perto, etc. 


Como se não bastasse, um mês após fechar o contrato, encontrei uma pessoa que hoje chamo de namorado - nos conhecemos falando de Londres, e desde lá, ele sabia da minha ânsia por morar fora. Nos demos tão bem, mas tão bem, que ele fez comigo meu mochilão (depois que finalizei meu curso de inglês na Embassy Hastings) e além - me fez pensar se realmente valia a pena a experiência.



De volta ao Brasil, cheguei meio 'malemá'. Um misto de sensações: saudade desse clima, da rotina, e até do emprego.  A razão começa a falar mais alto, e com a CI me cobrando uma resposta, decidi: VOU DESISTIR. Com a cabeça a mil, abri mão e resolvi encarar o que já tenho aqui: um emprego fixo e a quase independência dos meus pais. Passei a morar em outra cidade, dividindo apartamento com outras meninas, comecei a entender o que é (de verdade) lavar roupa, e vi que estava me tornando mesmo uma adulta. 

Os 25 anos foram aproximando, mas eu ainda não estava satisfeita. Caramba, o que mais eu queria? Namorado, trabalho em multinacional... Falta EU. Estava desistindo de algo que sempre quis, pra viver a vida cômoda que já tinha. Ainda faltava ter meu próprio apartamento, meu carro, mas enfim... Às vezes decidir pelo incerto pode significar ser um pouco mais feliz, desde que isso seja realizar seu sonho - e não sufocá-lo por achar que 'vai ficar tudo bem, afinal, já tenho o que preciso'.


Sair do cômodo às vezes é muito difícil - ainda mais beirando os 25 anos. Eu deveria ficar quietinha na minha, e procurar investir em algo mais sólido - talvez um carro, ou uma pós, quem sabe um novo intercâmbio de 1 mês. Só que não. Ser AuPair é algo que mexe comigo, pois não sei o que isso vai gerar em mim. Precisarei lidar com todos meus medos e receios, lidando com uma família que não é a minha, com um filho que não é meu. Tenho lido blogs desde que me decidi, lá em Julho do ano passado, e já vi muito relato bom - assim como vários terríveis. Mas acredito que cada um vive uma história, uma vida. E essa é a minha.


Entrei em contato com a CI para tentar voltar com meu processo, mas disseram que por ter cancelado formalmente há alguns meses, teria que pagar a inscrição novamente. Como muitas conhecidas indicaram a STB (que também trabalha com a APC), amanhã vou me decidir. Vou até a agência e ver se bate 'aquele feeling', como muitas dizem por aí. Pode ser aprox. R$ 500 a mais que a primeira, mas se me oferecer mais confiança, why not? Preço nem sempre é tudo e todo mundo sabe que às vezes 'o barato sai caro'.


Se for o que Deus tem de planos para mim, sei que dará certo. Tudo flui, e os ventos sopram a favor. Ele sabe o quanto isso pode me transformar e se realmente for pra acontecer, que venha.


Tenho medo do visto ser negado, de não encontrar uma família legal, de ficar meses online e nada acontecer. Tenho medos, medos e medos. Mas chegou a hora de lutar contra eles.


Let's keep on moving! :)






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