Sobre sonhos, destinos e obstáculos

quinta-feira, maio 22, 2014 Aline 6 Comments

Eu vou pra algum lugar, e você também irá. Mas sabemos para onde?

Sempre estamos a caminho – e em busca – de algo: um objeto, uma pessoa, um lugar. Um desafio profissional, uma mudança radical (ou uma mínima, como cortar a franja), um novo carro, um smartphone com bateria de longa duração. E, nesse processo de alcançar o que se deseja, querendo ou não nos movimentamos, saímos do lugar. Cada pequena decisão pode mudar o que nem imaginamos que será afetado – eis o efeito borboleta.  

Faço esse raciocínio devida tamanha mudança que tive nos últimos 12 meses, que foram reações de pequenas - e algumas grandes ações. O simples fato de querer realizar um sonho, viajando ao exterior, parecia inerente ao resto do meu futuro. Só que não: uma rápida viagem gerou uma vontade inexplicável de uma vivência de longa duração, deixando-me sem ânimo algum para continuar com minha atual rotina. E um sentimento assim fez com que meu mundo girasse e invertesse a posição de todas as coisas.

Explano sobre com o intuito de uma reflexão rápida: o que nos causam – a longo prazo  - nossas vontades, anseios e desejos? E além, o que realmente nos custará nossas ações, por mais simples que sejam? Em meu caso, acreditava que o resultado de todas as aspirações seria somente um: viver no exterior. O que não contava é que existem diversas situações externas e fora de nosso controle que alteram o percurso.

Quando temos um objetivo (ou um destino), traçamos em mente um plano, arquitetamos possibilidades e tentativas, visualizamos o prêmio: até aí, tudo parece estar estruturado e bem feito – basta apenas por em prática. A caminhada muitas vezes é dura e cansativa, e não desistimos por crer que ao chegar lá, tudo valerá a pena.

Estudando melhor meu exemplo, eu tinha um plano. Batalhei, sofri, cheguei. Mas, repentinamente o caminho mudou e não estava preparada, pois em meu organograma não havia uma setinha apontando para “o que fazer se eu adoecer”. Não sei se estou sendo clara em minha linha de raciocínio, então simplificando a ideia: podemos sim caminhar rumo a algo, mas o destino final é composto de milhares de situações externas ao nosso controle, que podem afetar a chegada e mudar totalmente o rumo.

Mas por isso vamos deixar de sonhar e correr em busca da realização?

Creio que o anseio por “algo” talvez seja o que de fato dê algum sentido ou motivação para nossa vida – sem desmerecer os abstratos que já temos, como saúde e os aspectos básicos da pirâmide de Maslow. Quem é que está de fato satisfeito apenas tendo uma família, casa para se morar e uma água quentinha para se banhar? Sempre queremos mais, e aí começamos a trilhar um caminho – e esse processo gera automaticamente a motivação.

E se as coisas não saírem como o planejado? Primeiro, não sinta receio em viver o “luto”. Chore, se abstenha do mundo e aproveite o momento, pois acredito que nos conhecemos mais nos momentos difíceis do que nos de alegria – já que deixamos de ver muitas coisas na euforia. Porém, tenha em mente que a vida continua e em paralelo ao momento ruim, é preciso se preparar para um novo futuro, novo caminho, nova destino. Fácil não é, gostoso tampouco... mas não dizem que a vida é uma montanha russa? É questão de tirar proveito e aprender, tanto nas subidas, quanto nas decidas.

                                                   





Para quem tem um sonho, ou objetivo (seja ele qual for: viajar ao exterior, ter o corpo da Pugliesi, passar em um concurso público, comprar um bem material, encontrar um parceiro-a... por exemplo), vá em frente! NÃO DESISTA, seja quais forem as circunstâncias externas que aparecerem pelo meio do caminho. Se for possível, desenhe o plano, coloque setas indicativas sobre o que precisa fazer ou deixar de para conseguir o que quer. Ficar parado imaginando não é o suficiente, assim como para que tenhamos um lindo bolo é preciso juntar os ingredientes e por a mão na massa. Porém, tenha sempre em mente que as coisas nem sempre se concretizarão da forma que planejamos – mas isso não quer dizer que o resultado final será ruim.

Se algo der errado ou sair fora de controle, depois de um tempo vai ser possível olhar para trás e mesmo sentindo um pouquinho de dor no coração, ver que ainda bem que foi possível recomeçar. O tempo (in)felizmente é o segredo e a cura, e como a música costuma dizer: todo começo de uma coisa é o final de outra que um dia também começou.

                                            
E que venham novos sorrisos, novas histórias e novas pessoas!

E você aí, já conseguiu executar um plano e as coisas saíram exatamente como previa? E você que caiu um tombo também, como reagiu?

6 comentários:

  1. Aline,

    que bom ver você aqui de volta. É muito difícil fazer planos porque sempre pode dar algo errado, mas como você disse, temos que tentar, não poder desistir tão fácil. Estou adorando ver seus doces no insta, você está fazendo um curso ou está trabalho com cupcakes?

    beijos florzinha!!

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    1. Marcela,
      Acho que já devo ter te respondido, né? Fiz o curso de cups, e agora estou vendendo! :) Foi uma forma que encontrei pra animar!

      Um beijo!

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  2. Minha querida,
    Eu já tinha lido esse post e como estava meio desanimada no dia, decidi não comentar. Mas não poderia concordar mais com vc. A vida é isso afinal. Dar o primeiro passo e sempre à frente, nunca se detendo.
    um beijo grande

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    1. Paula,
      É bem isso mesmo... as chances de acerto são sempre 50%. E pra saber, tem que tentar.

      Beijos!

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  3. Oi Aline tudo bem?

    não é para menos que vc tenha como hobby ler e escrever, cujo vc citou em um dos seus post, fiquei impressionada com a maneira que vc escreve, muito bom por sinal, com certeza deve atrair muitos leitores...
    Acho que encontrei em seu blog um lugar para me inspirar :) Parabéns

    Quanto ao post em si: a vida é feito de altos e baixos e é por isso que eu não sei até onde é bom ou ruim planejar as coisas para poder alcançar um objetivo, se é melhor deixar acontecer ou achar um equilíbrio (eu particularmente tenho problema com equilíbrio rs sou muito 8 ou 80 na maioria o tempo).
    Creio o que impede as pessoas de fazer algo é o medo de se frustrar, medo de algo dar errado e de não sair como imaginou, na verdade eu acho q 100% das pessoas tem esse medo, mas o que diferencia algumas pessoas da outras é que algumas mesmo com medo se arriscam, tem fé de que dará tudo certo. Eu sou uma dessas mesmo com medo prefiro acreditar de que tudo dará certo hahahahaha

    Beijos

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    1. Oi, Mari!

      Obrigada pelas palavras! Na verdade, eu escrevo muito, falo muito... hahahaha! Mas se minhas palavras servem de inspiração, fico mais feliz ainda! :)

      Eu sou bem 8 ou 80 também, então ou me jogo de cabeça ou nem faço. A gente tem que ter mesmo fé e deixar o medo de lado, pois se não, a vida passará e não teremos a certeza que vivemos o suficiente!

      Obrigada pela visita no blog, espero vê-la sempre por aqui! rs

      Um beijo!

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