AuPair - o que é, como ser e algumas infos

sexta-feira, julho 18, 2014 Aline 8 Comments


Vou expor o assunto de acordo com o que vivi e sei – e em relação aos Estados Unidos, ok? As responsabilidades, direitos e valores variam de acordo com o país.

Aos que procuram algo mais específico, recomendo verificarem os sites das próprias agências.

O que é AuPair?
Definição direta: Intercâmbio.
Definição detalhada: é o nome do programa que te “manda” a um determinado país para trabalhar e estudar.

Por que o nome AuPair?
É uma expressão francesa relativa a “a par” ou “igual”.

A ideia é a igualdade econômica entre os serviços trocados – família paga pouco por um serviço que em seu país costuma ser caro, o “imigrante” tem a oportunidade de estudar e trabalhar no exterior.

Tá, eu quero ser isso aí. Como faz?
Primeiro leia as descrições abaixo e falo no final, ok? Tem muita gente que vai pela ideia do oba-oba de morar fora, mas antes é bom saber o processo todo – afinal, não é brincadeira.

O que faz um/uma AuPair?
Cuida de crianças. Sim, babá. Nanny. E por aí vai.

Quais os tipos de cuidados com crianças?
Será responsável por tudo as envolve, como levar e buscar na escola e atividades extras, lavar e guardar as roupas, preparar alimentação/lanches, dar/ajudar no banho, “olhá-las” durante as brincadeiras/lazer (brincar junto, claro) e por aí vai. Claro que as tarefas demandam de família para família, tudo acordado antes durante as entrevistas (assim é esperado).

Como funciona a parte dos estudos?

Bolsa de estudos
Cada AuPair receberá da família uma “bolsa” (leia-se cheque ou depósito) no valor de USS 500 – UMA VEZ A CADA ANO. Não, não é por mês, semestre – é pelo ano que ficará.

Preciso mesmo?
AuPair tem a obrigação de estudar (sim, TEM que estudar – não pense que poderá gastar essa grana por aí) e no final do intercâmbio, apresentar à agência responsável os créditos obtidos (varia de curso para curso, universidade para universidade). Só com eles é possível concluir o programa.

O que estudar?
Primeiramente, inglês. Algumas universidades oferecem cursos de tudo-quanto-é-coisa (tipo Comunição, Finanças, Saúde), mas em todas será preciso passar por um teste de proficiência (provinha e tal) para atestar o nível de inglês. Se não for correspondente ao que a escola pede, primeiro terá que fazer aulas de inglês para atingir o nível, aí em seguida se inscrever em outro curso. Nisso, muitas vezes o valor ultrapassa os USS 500 da família – o restante sai do bolso do estudante.

Quando estudar?
Considerando que AuPair tem uma carga horária de trabalho que pode ser bem flexível, dependendo da família, pode ser pela manhã, tarde, noite, finais de semana – já que o schedule (cronograma) é diferente de uma empresa, que segue horário comercial.

Horários de AuPair
Como mencionei acima, depende MUITO de família para família e das necessidades dela – e das crianças. Tem quem trabalhe SÓ pela manhã, ou só tarde e noite, ou período integral, finais de semana e por aí vai.

No meu (curto) caso, era das 08h-09h30 (horário que tinha que estar na porta disponível para levar as kids para escola e que retornava de lá) e novamente no meio da tarde, para busca-las e ficar até a mãe chegar do trabalho (por volta das 18h30). O tempo off (sem trabalho, entre manhã-tarde) em dois dias utilizava para fazer a laundry (lavar as roupas), então contava como horário de trabalho. Em outros, ficava de boa (considerando que fiquei um bom período deitada por conta da dor). Finais de semana free, exceto quando a host (mãe das kids) tinha algum compromisso.

Como sei qual será meu horário?
Durante as entrevistas (falaremos sobre mais abaixo) e antes de fechar com a família (sim, ANTES!) deve ser conversado sobre o schedule da(o) AuPair. Tire dúvidas e não tenha medo de perguntar, pois um ponto mal esclarecido pode resultar em problemas adiante, quando você aí programar seu final de semana com azamiga e a host te falar meia hora antes que terá que trabalhar. Mas péra, eu não teria os weekends off? Pode parecer exagerado da minha parte, mas mesmo conversando sobre no Skype, formalize via e-mail.

Lembre-se, é um TRABALHO – as coisas precisam estar claras e formalizadas.

Não me lembro bem, mas tem um máximo de umas 40h/semanais ou menos (procure uma agência para ela te detalhar melhor, mas é por aí). Ou seja, se a host te pedir para ficar a noite com as kids e durante a semana você só trabalha 30h, não adianta pedir pagamento extra. Se ultrapassar, aí eles devem te pagar. Mas deixe tudo isso claro com a família e a diretora regional, ok?

Como é o dia-a-dia de AuPair?
Depende, mais uma vez, do schedule que a família dará. Se for bebês que ainda não vão a escola/creche, pode apostar que passará o dia todo cuidando. Com os mais grandinhos, fica mais fácil ter tempo llivre, já que eles ficam uma boa parte do dia na escola.

Quando estiver off (livre, sem trabalhar), pode-se estudar (ou até ir as aulas), academia, sair com os amigos, ficar de boa em casa lendo-vendo tv, e por aí vai.

Mais uma vez, não sou referência devido meu curto período como AuPair, mas se organizando dá para fazer muita coisa. É só saber administrar o tempo.

Eu pago pela minha alimentação?
Até onde sei, enquanto na casa da família, eles têm obrigação de fornecer alimentos – geralmente, AuPair come o que eles têm disponível. Usa o cereal, participa da janta, pega coisas da geladeira e prepara um lanchinho no almoço (lembrando que americano NÃO almoça, o jantar é a refeição principal).

Ah, mas eu tô na rua e quero comprar um donut. Compre, mas será com seu dinheiro. A não ser que esteja com as crianças e elas queiram, aí vai de acordo com o que combinou com a família.

Como me locomovo? É verdade que vou ter carro?
Queria responder que “com as pernas”, mas soaria grosseiro! haha Mas é verdade, dependendo da cidade, nem carro é preciso – basta pernas, ônibus e metrô.

Tem AuPair que terá como uma das principais funções dirigir as kids até a escola/atividades extras, então obviamente a família disponibilizará a ela um carro – que pode ou não ser autorizado para uso pessoal. E como saber se pode usar pro rolêzinho do final de semana? Pergunte TUDO sobre utilização do veículo para a família ANTES do match e se possível, formalize via e-mail. A minha host enviou um arquivo com as regras da casa, veículos e de “convivência”, e aí só precisei tirar umas dúvidas.

Geralmente algumas famílias liberam o carro somente para os estudos, e as que liberam para uso pessoal pedem para que a AuPair abasteça durante o uso fora do horário de trabalho – nada mais justo.

Sobre habilitação, multas e derivados, por favor, consulte uma agência!

Preciso saber inglês para ir? É verdade que há uma prova antes de começar o processo?
Pensemos o óbvio: você irá para um lugar onde NINGUÉM da sua casa falará português. Sem o mínimo de conhecimento da língua do país fica difícil se comunicar, né? As agências pedem nível intermediário e realmente antes de começar o processo, o(a) candidato(a) fará uma prova – eu fiz uma voltada a língua inglesa no geral (gramática, interpretação, etc) e também entrevista em inglês com uma diretora da agência (sobre experiência com crianças, como lidaria com saudade, morar fora, criança birrenta e diversas outras perguntas sobre como eu agiria em certas situações). Não se esqueça também que durante o processo de escolha das famílias, as entrevistas serão via Skype e obviamente em inglês.

Não se subestime e pense que o nível do seu inglês é ruim! Faça as provas/entrevistas na escola e vá em frente, afinal um dos propósitos do programa é viver no exterior para adquirir fluência no idioma. Só tenha noção que quem não se comunica, se trumbica – estude, faça aulas antes de ir, pratique (mesmo que com séries, músicas, e-mails com amigos que também precisam praticar), mas do something!

Eu acho que me saí bem em relação a conversação (até porque eu improviso demais, troco uma palavra que esqueço por outra semelhante e aí vai), mas teve uma situação que eu vi o quanto é importante dominar a língua quando se mora ou está em um país estrangeiro: precisava explicar por telefone para a pessoa do seguro saúde o que sentia, como era a dor e todos os detalhes (e eu nem lembrava como falava hérnia em inglês!). Ela perguntava e respondia rápido, assim como um atendente faria aqui no Brasil. A mesma situação se repetiu ao confirmar as consultas no hospital – essas pessoas não estão muito afim de saber se temos ou não dificuldade em entendê-las. É bate-pronto: perguntam muitas coisas falando bem rápido e esperam a resposta na mesma velocidade. E não adianta gaguejar, ficar no “hmmm, and, and” tentando emendar uma frase na outra que eles vão desligar.

Não quero colocar medo em ninguém – tanto que incentivo qualquer um a arriscar e melhorar o inglês fora, praticando – mas a realidade é essa. Não desista, mas se prepare e quando estiver por lá, entenda: eles não são obrigados a ter paciência com quem não entende a língua materna.

E se eu ficar doente, como você?
Não vai ficar, pode apostar! Hahaha

Mas caso aconteça algo, o seguro cobre algumas poucas coisas, como consultas emergenciais. EMERGENCIAIS lá não segue o padrão daqui, como dorzinha de garganta, mal estar, febre, dor de cabeça, virose... esse tipo de coisa lá se cura indo na farmácia, que tem de TUDO e para TUDO (Walgreens é um paraíso! Make ups a preço de banana!). Toma um chá, remedinho, fica de repouso mas não vá ao hospital. Deixe para ir somente se quebrar uma perna, por exemplo. Ou uma hérnia te deixar sem os movimentos da perna esquerda (sou muito sortuda).

Cada situação é uma situação e não pense que porque comigo deu errado, com você aí também dará. Aposto que tem várias situações que deram errado para outras pessoas e para mim deu certo. Mas não vamos entrar no mérito de planos de Deus, do cosmo, da força maior e de entender situações que fogem ao nosso conhecimento. Previna-se: alimente-se bem, pratique exercícios (schedule de AuPair dá pra conciliar com academia numa boa), muito cuidado com a postura (principalmente quando carregar as malas) e o blablabla conhecido. Prevenção é a mesma para toda situação.

O que eu levo na mala quando for?
O mínimo. TODA AUPAIR vai dizer a mesma coisa e acredite, você fará o oposto. Quando vai chegar a hora de partir, começa a dor no coração e o processo doloroso do desapego. Tem aquela blusa que você nem usa mais, mas adora – como ficará sem ela por um ano? E essa bota linda, que tem um salto escandalosíssimo e é nova, como deixar? O ursinho de pelúcia que o namorado deu, os presentes para a host Family, umas calças jeans (porque pensamos que levando não vamos querer comprar novas), o tênis de corrida que foi caro, a nécessaire cheia de remédios: tudo isso vai pesar e MUITO.

MINHA experiência: o processo de desapego foi doloroso e levei bastante coisa, basicamente tudo que citei aí no parágrafo anterior. Resultado? Minha mala tinha exatos 32kg (voos internacionais para despacho 2 malas de 32kg), uma mochila de costas pesadíssima com notebook, eletrônicos, pasta com todos os documentos e contratos, uma troca de roupa e mais uma malinha de mão com outras coisas. Resultado?

1º: Apanhei muito para levar tudo isso. Não foi só descer no aeroporto e ir para a casa da família – desce em NY, faz treinamento por lá, volta pro aeroporto e vai pra casa da família e nisso tudo já carreguei uns 70kg por várias horas, longas distâncias e muitas vezes. SIM, ISSO PREJUDICA A COLUNA! Entendem um pouco onde pequei?

2º: Não dá pra usar tudo que leva. Você pensa sim que vai usar mas não usa não (colegas AuPair, me corrijam se estou equivocada). Essa blusinha bonita que você pagou uns R$ 150,00 e acha que tá abalando lá custa uns USS 10,00 – e vai surtar, comprar 10 de uma vez porque é muito barato, Brasil é um roubo, não quer mais voltar embora e blablablamimimi. A bota de cano alto que aqui ajuda nos dias mais frios, não vai dar nem pro cheiro. Meus pés quase congelaram e precisei procurar emergencialmente uma que não penetrasse água de forma alguma (neve vira água que casa com a sujeira da rua e tem filhinhos chamados lamas) e protegesse do frio. O moletom daqui vai ser usado na primavera lá e a jaqueta de couro sqn (aka ecológico) vai servir pra um domingo com vento. O mesmo vale pra maquiagem: na rede de farmácias Walgreens vende TODAS as marcas (MAC procure a Sephora, pls – que mesmo sendo mais barata lá pra mim ainda é caro! haha) e o batom da Revlon vai sair por uns USS 10 – enquanto aqui é uma fortuna. Compre tudo lá, fia!

Todo mundo falava isso, li em vários blogs e adiantou? Bom, pelo menos você também já tem o aviso!

Por quanto tempo é o contrato de trabalho?
1 ano, podendo ser prorrogado por mais 6, 9 ou 12 meses – para os USA. Europa a maioria é somente 12 meses.

Posso ficar uns 3 meses e voltar?
Claro! Mas aí a agência não vai bancar sua passagem de volta (que eu paguei exatos R$ 4.500,00) e não terá o certificado de conclusão do programa - e o mais LEGAL DO MUNDO QUE EU AMEI (sqn): não, NUNCA mais vai poder voltar aos USA como AuPair. Uma vez cancelado o intercâmbio, esqueça mudar de ideia e voltar daqui um tempo. Esse foi um dos termos que procurei saber e me decepcionou - e ainda dói - demais; até porque voltei por questões de saúde, e eu queria sim voltar depois de melhorar. Mas não, não rola: é o governo americano que estipula essa condição e não uma agência específica. Consultei TODAS as agências (AuPair Care, AuPair in America, Cultural Care...) e todas deram a mesma resposta. Pensa bem se realmente quer ir, e mais ainda se vai voltar.

“Ah, mas não vou aguentar ficar 12 meses longe do namorado” então fia, nem vá! Sério! Não perca seu tempo e não se desgate (nem a família e o relacionamento) por algo que nem sabe se quer mesmo – porque se tem certeza que quer, seja firme na decisão e tenha em mente seu foco e prioridade: a vontade e/ou sonho é fazer intercâmbio? Aproveita e vai. Se o namorado gostar mesmo vai apoiar e esperar (como o meu fez), trabalho sempre se arruma depois (sim, é verdade!) e todo mundo aqui estará do mesmo jeitinho que deixou. Quem mudará e passará por uma experiência inexplicável, será SÓ VOCÊ!

Se não quer ficar o período completo, junte uma grana e vápraalgumlugar por 1 mês, durante as férias do trabalho/escola. É a mesma coisa que 1 ano? No way, mas já dará uma noção do que é o estrangeiro, pessoas falando em uma língua que não é a sua, comidas diferentes da rotina e um mundo se abrirá.

Aliás, esse foi meu plano e é a DICA que dou: eu tinha receio se me adaptaria sozinha, longe de casa e lidando com muita coisa que desconhecia; juntei a grana e planejei o intercâmbio de 1 mês e com ele, tive certeza que queria mesmo ficar fora por mais tempo. Obviamente custa muito mais caro que AuPair, mas vale sim a pena.

Quanto pago no processo, e quanto ganha um AuPair?
Vai de agência para agência, mas vai em torno de uns R$ 2.000,00 (MUITO barato considerando um intercâmbio de 1 mês, vai por mim – não se paga nem a passagem!). Nisso está incluso a passagem aérea (a host family compra) e treinamento (geralmente em NJ/NY) de uns 4 dias. AuPair ganha por semana cerca de uns USS 195,00, para gastar com alimentação fora de casa, lazer, compras e complementar os estudos.

MAS, além dos R$ 2.000,00 tenha em mente que haverão outros gastos como passaporte, visto americano (uns R$ 400,00 – é um pouco menos, mas até chegar sua hora, pode ter aumentado :p) e as despesas para ir até SP (transporte, alimentação, etc), presentes para família, impressão de material do projeto que a agência pede (a APC, no caso – gastei uns R$ 150,00) e mais mil coisas que surgem na última hora.

Ainda assim, é MUITO BARATO.

Dá pra viver com USS 195,00/semana? Meus pais terão que enviar dinheiro?
Fiz essa pergunta para TODAS as AuPairs que conheci! A maioria dizia que dava sim, e que era preciso se organizar e controlar.
O pouco que vivi lá, deu para aproveitar bem (exceto as semanas que precisei comprar remédios, mas não sou referência - lembrem-se!). Comprei algumas coisas caras, como notebook e câmera fotográfica profissional, mas foi com dinheiro que levei daqui (JUNTEM GRANA, GALERA!). Mas nada que com 6 meses de USA, juntando dinheiro, não dê para viajar bem e/ou comprar eletrônicos!

Quais agências aqui no Brasil?
STB, CI, Experimento e derivadas são apenas REPRESENTANTES das agências americanas, que são AuPair Care (APC), AuPair in America (APIA) e Cultural Care (CC). Não considere a brasileira a agência de fato, pois ela só fará os trâmites aqui; leve em consideração as americanas, pois elas quem cuidarão quando estiver por lá.

A minha brasileira foi STB e escolhi por atendimento, e em consequência a APC – todas minhas colegas foram por ela.

No fim, pelo que sempre li nos blogs e grupos do Facebook, todas são a mesma coisa. Quem importa é o cliente (que é a família, e NÃO VOCÊ) e eles sempre terão razão. TENHA EM MENTE: você será um EMPREGADO, mesmo que a família seja atenciosa e carinhosa, essa é a realidade. Experimente fazer algo errado (ou até mesmo pisar na bola de leve) para ver se passarão a mão na cabeça. 

Em relação ao preço, APC mais em conta, APIA mais ou menos e CC mais cara. Como disse, pra mim no fundo é tudo a mesma coisa.

Eu vou. Qual a sequencia do processo?
  1. PESQUISE, LEIA: em blogs, sites, grupos. Tem muito lugar que vão meter o pau e falar só mal de tudo, mas tenha bom senso e filtro. Eu que vivi um inferno não faço propaganda negativa, então creia que cada um tem uma experiência diferente;
  2. Pergunte a amigos/conhecidos sobre qual agência é mais indicada, depois procure o atendimento e escolha a que mais se sentir confiante;
  3. Teste de inglês com a agência;
  4. Pagamento (algumas parcelam, outras pagam à vista...);
  5. Preenchimento do APP – application, ou “dossiê”: contendo as experiências com crianças comprovada, sobre sua vida, da sua mãe, do cachorro, da cidade toda, a comida que come aqui no BR e mimimiblablabla. Um negócio demorado que vai te tomar de um mês para mais;
  6. Vídeo sobre você para as famílias – em inglês;
  7. Carta para as famílias – em inglês;
  8. Análise da agência americana e aprovação;
  9. Ficar “online” no sistema para as famílias;
  10. Famílias começam a se interessar por você e chamar para entrevistas (pode acontecer num dia – como comigo – ou demorar meses. Apenas espere);
  11. Match (fechar o acordo) com a família (ambos se escolhem, você e ela);
  12. Aguardar agência americana enviar documentos para solicitar visto (pfvr, nisso seu passaporte e habilitação internacional já devem estar prontos);
  13. Agendar visto, ir pro visto, ter um ataque de nervos, ter ou não aprovação;
  14. Esperar o dia do embarque;
  15. Arrumar mala, casa, quarto e SE ORGANIZAR, em todos os sentidos.

Em resumo, esse processo dura no mínimo uns 3-4 meses. O meu começou (formalmente) em Junho e embarquei em Dezembro. NÃO TENHA PRESSA!

O que preciso para ser AuPair?
Ter mais de 18 e menos de 27 (embarque com até 26 anos e 11 meses), ensino médio completo, inglês intermediário, gostar de crianças (precisa mesmo, viu...), ter experiência comprovada de no mínimo 200h com crianças (escola, creche, babá, eventos), ser solteira e sem filhos, disponibilidade para ficar no mínimo 1 ano e ter habilitação (B). Vale tanto mulher quanto homem.

Nossa, eu quero ir já!
Vai adiantar dizer pra ir com calma? SÉRIO, vá com calma MESMO. Pesquise, vá se conhecendo, entenda o processo e que terá que deixar sua vida por um ano. Não vá na empolgação, não vá na onda dos outros, não se iluda com a promessa de um intercâmbio barato e de morar no exterior. 

Cuidar de criança não é NADA fácil (e te juro que elas são muito mais mimadas que as daqui), morar com família desconhecida e ainda por cima no lugar que trabalha não é tão simples e depois de ir, lá fora tudo muda: a saudade explode de uma forma imensurável, aquele apego que não imaginava existir pela família aparece do nada e os primeiros meses são terríveis, dá vontade de voltar embora. 

Eu tive esse sentimento no comecinho, mas ele foi tomado pelo problema na coluna e aí percebi o quanto queria ficar, viver meu sonho e superar qualquer sentimento de saudade. Mas ter certeza, no meu caso, não foi o suficiente.


Boa sorte, e se for por favor, CURTA E APROVEITE MUITO POR MIM!

**
Tem alguns posts que fiz antes e durante meu período como AuPair, principalmente sobre o processo. Eles estão todos aqui:
 http://euvoupralgumlugar.blogspot.com.br/p/aupair-intercambio-nos-usa.html

Quer saber por que eu voltei?
Tentei e não rolou - post explicando o que aconteceu, já estando de volta ao Brasil
É hora de ir embora? - quando estava decidindo se iria voltar ou não e o que estava acontecendo


8 comentários:

  1. Nossa Aline, que post super bem explicadinho, adorei! Imagino que vá ajudar demais quem está curioso sobre o programa de au pair ou está em dúvidas. Você foi bem direta, sem rodeios, resumindo: falou tudo na lata. Uma pena que você não vai poder voltar aos EUA como au pair, mas é bom que isso não atrapalha se você quiser ir com outros tipos de visto, né?

    beijos, florzinha!

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    1. Marcela,
      Mesmo resumido, não consigo escrever pouco! :(
      Eu tentei de todas as formas encontrar um jeito de voltar como AuPair, mas já que não rola, paciência. Life goes on e talvez não fosse o melhor mesmo.

      Beijinhos!

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  2. Jura que ainda existe gente como vc que se importa tanto com as pessoas a ponto de criar um manual todo mastigado com dicas de quem viveu aquilo? Perfeito e, mais uma vez, acho que merece ser publicado em outros sites.
    Só uma coisinha que vi, na parte sobre o período de duração vc escreveu "12 ano". Seria 1 ano ou 12 meses, não? rs.
    Beeeijooo =*

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    1. Paulinha,
      Quando eu estava no processo, achava um pouco de cada tópico em blogs e sentia dificuldade em achar tudo num post só. Tô realizando o que eu mesma sempre quis! :P

      Obrigada pela correção! hahaha Done ;)

      Beijos!

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  3. Aline,

    que estranho rs pensei que já tivesse comentado esse post, mas vamos lá.
    Quando fui au pair eu não fui por agencia alguma, entrei apenas num site chamado au pair world, sei que os riscos de encontra uma família ruim é maior e se caso precisar mudar de família é mais difícil, mas pelo menos foi um gasto a menos, paguei apenas a passagem e o passaporte.
    É legal que ainda tenha pessoas que tem paciência em escrever esse tipo de post ou ajudar alguém que queira ser au pair, pois eu sinceramente não tenho mais paciência para isso rs

    Beijos

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    1. Mari,
      Eu pesquisei nesse site também, pois eu queria ir para a Inglaterra e não USA (que não sou lá muito fã). Por segurança acabei optando por agências daqui, mas acho que no fim, dá tudo na mesma.

      Eu tô na fase que não tenho mais tanta paciência em explicar quando perguntam (até pq ainda me lembro do que aconteceu), então achei melhor por tudo aqui e só dar o link! hahahaha

      Beijos!

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  4. Adorei sua iniciativa, Aline. Vai ajudar muitas pessoas. Quando eu era adolescente já pensei em ir para a Europa como au pair, há algumas diferenças também... Mas ao ficar mais velha nunca fiz esse intercâmbio, acabei viajando para a Europa e América do Sul de outras formas. De qualquer modo acho que teria sido uma boa experiência, apesar de hoje em dia ter perdido o interesse...

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    1. Vanessa,
      É algo de fase, né? Muitas e muitas vezes comentei com os mais próximos que eu já sentia que tinha passado a minha de ser AuPair e talvez teria sido melhor lá no começo dos 20 anos, mas a minha cabeça naquela epoca talvez não estivesse pronta... Fases, fases e fases!

      Beijos!

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