Hotel - que cidade ficar, como escolher e reservar

terça-feira, julho 15, 2014 Aline 8 Comments


Muitos de vocês com certeza já conhecem o assunto e talvez entendam melhor do que eu.
Como tive que fazer um resuminho sobre para uma colega de trabalho que passou a também cuidar das viagens corporativas, resolvi adaptar ao blog e compartilhar.

Vai que pra alguém é útil, né?
Tá bem longo, mas espero que gostem.

Por onde começo?
Primeiro, decidindo onde irá ficar. Parece simples, mas não é tanto não.

Como decido onde vou ficar?
Em algumas situações, convém antes da decisão fazer uma busca nos hotéis da tal cidade para saber como são os custos com hospedagem. Grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Londres, NYC, Paris obviamente terão um custo maior do que cidades menores. Seguimos então por duas vias:

- Preciso e quero MESMO ficar em Londres (por exemplo): antes de pensar onde se hospedará, liste todas as opções de turismo/gastronomia/eventos/reuniões que terá que ir. Em seguida, faça uma “circunferência” abrangendo os locais e verifique quais hotéis ficam próximos – estar perto de tudo significa gastar menos com transporte. “O melhor lugar para ficar é em Picadilly Circus” ou “Vila Madalena tem tudo”, mas em ambos locais a hospedagem sai cara. A saída é analisar as linhas de metrô e ônibus e procurar opções que sejam próximas as paradas.

- Sou flexível, não precisa ser na cidade X especificamente: em várias situações, convém procurar uma cidade menor e com custo de vida mais baixo – desde que a diferença com o transporte compense. Se é turismão de ficar em Paris 5 dias seguidos, infelizmente não vai compensar ir e voltar de outro lugar todos os dias. No caso de estudos, compensa e muito: Londres e NY são caríssimas e há a possibilidade de estudar em cidades menores, pagando menos nos estudos e na estadia; com 1h de trem é possível chegar à cidade “capital”.

Meus exemplos:
Já vivi muito as situações acima, principalmente nas viagens corporativas: tal pessoa teria que ir à fábrica em uma grande cidade, mas a diária de hotel seria XX. Na cidade mais próxima, 1h de distância, apenas X. O valor economizado com a estadia não era superior ao utilizado no transporte.

Quando estudei na Inglaterra, optei por Hastings ao invés de Londres. Mesmo não tendo ficado na capital, pude visita-la aos finais de semana, economizei uma boa grana e de quebra, conheci uma rotina de vida bem diferente, como peculiaridades inglesas - coisas que só “interior” oferece. É como comparar São Paulo com Campinas. Ambas grandes, porém com 1h de distância, custo de vida diferenciado e enquanto em uma o trânsito será um problema, na outra tudo é bem perto. Sem contar que em grandes capitais é comum ter variantes de várias culturas, enquanto em uma cidade menor, dará pra sentir a essência mais aflorada. 

Em Londres, tracei um mapa de acordo com Aeroporto de Heathrow, estação em Londres que o trem saindo de Heathrow pararia  (pensando que eu estaria com mala) e pra onde a tal linha operante da estação poderia me levar (considerando que o metrô de lá também é composto por linhas coloridas, como SP). O ponto que escolhi foi Paddington, e aí facilitou a busca: precisava de um hostel perto e encontrei um excelente (talvez o melhor que já fiquei) duas quadras da estação. Essa linha ia direto ao Picadilly Circus, Oxford Street e outros pontos legais, o que facilitava – pra uma marinheira de primeira viagem – o trajeto sem me perder. Na época, fizemos isso no mapa do Google, impresso, rabiscado e desenhado (o Sr. Namorado me ajudou muito, já que conhecia a cidade – Tks Marcus). Faça o mesmo, não tenha pressa!

Diferença Hotel x Hostel
Tem muito post bom sobre isso e como escolher, inclusive cito de novo o post da Jana. Mas vou dar a MINHA opinião, ok?

Hotel: Aqui no Brasil nunca tinha ficado em Hostel/Albergue, só hotéis simplinhos (ou it-pobrinha, como diz a Jana) como Ibis e pousadas (tipo essas que vamos em Ubachuva, Monte Verde, Campos do Jordão, etc). Meu conhecimento de hotel baseava nas reservas que fazia para o pessoal do trabalho e quando comecei a planejar o intercâmbio p/ Inglaterra, decidi que faria uma semana após o término do curso mochilando. Mas mochilão é hostel, certo? Não para mim. Era minha primeira viagem internacional e a princípio, totalmente sozinha. Não sabia como era a segurança dos locais, estava levando notebook, tinha coisa de valor e mimimi-blablabla. Fechei o mochilão pela agência e ela se encarregou de reservar os hotéis.

·         ÓTIMO – fiquei em hotel, de buenas e super confortável, podia deixar tudo jogado (mentira, trancava tudo! Haha) que não tinha perigo. Café da manhã EXCELENTE, comia até morrer e só sentia fome no meio da tarde. Como paguei um “pacote” para a agência, não deu para sentir tanto o “rombo no bolso”, mas enquanto um hostel era EUR 30, um hotel EUR 70. Não me arrependo: saía do quarto todos os dias as 8h e voltava só lá pelas 22h, morrendo de cansaço, com dor nos pés, querendo um banho demorado, andar de toalha no quarto sem me preocupar com gente estranha e ainda ficar quanto tempo quisesse com a luz acesa planejando o dia seguinte.
·         RUIM – por ter feito via agência, as reservas são realizadas por uma equipe que desconhece o que quero e preciso, pessoas do “operacional”, que vão te colocar no mais “em conta” para a agência ter lucro. Só acertaram um hotel dentre 5. Poderia ter gasto a diferença em pontos turísticos e/ou restaurantes mais caros, mas enfim: cada um com suas prioridades e necessidades.

Hostel/Albergue: Depois de toda essa explicação acima, vou dizer que minha primeira hospedagem internacional foi em hostel! Segurança, medo, conforto? Ah vá! 

Como seria uma noite só, decidi que não ia “matar” ter minha primeira noite (ui) em um desses e eu queria muito conhecer, saber como era. E acertei de primeira: aquele que mencionei acima (duas quadras da estação) era um pub no andar de baixo, quartoscompartilhados no de cima, com vários banheiros bem limpinhos e higiênicos. O bar era um cantinho muito gostoso, e os atendentes eram os mesmos que auxiliavam no hostel. Além de tomar minha primeira cerveja ao lado da mala, no final de semana seguinte me hospedei de novo. Show!

Pride of Paddington
Além dessa experiência mega awesome, nessa mesma viagem dividi o quarto com mais 5 pessoas (homens e mulheres, sei lá, nem vi quem tava no quarto) em Dublin. Aí conto a parte ruim: passei mal durante um passeio (pfvr, não associem cerveja no café da manhã ao ocorrido, ok?) e cheguei no quarto do hostel vomitando horrores. Precisava de um banho, ficar largada, não me preocupar com nada – sqn: mesmo com uma febre do inferno, tive que trancar tudo, colocar os eletrônicos embaixo do travesseiro e tomar banho sei lá como. Se eu estivesse sozinha, sussa! Quando estamos ruins queremos nosso canto e nenhum auê as 2h da matina, mas dividindo quarto não rola. Isso porque não vou mencionar os roncos, mal cheiros de quem não toma banho e minhas frescurices particulares. O lado bom é que o preço é baixinho e dá pra se fazer amizades.

Uma opção interessante, que fizemos em Liverpool e Chicago - #ficadica:
Reservamos um quarto em hostel para casal, somente para nós. O valor não é tão baixo quanto o quarto compartilhado, mas nem se compara a um de hotel (principalmente em Chicago).


Hora de reservar
Vamos repassar alguns detalhes para fazer uma reserva:

Informações necessárias para uma reserva em hotel: nome completo, telefone, data de entrada (check-in), data de saída (check-out) e alguns pedem o horário da entrada.
Importante: ao efetuar uma reserva, certificar que na mesma há o número ou código. Caso seja feita via telefone, pedir ao atendente – se ele não fornecer de antemão.

Check-in: A entrada no hotel, considerando no momento de registro no balcão. A maioria dos hotéis liberam a partir das 14h do dia reservado.

Check-out: Quando o hóspede sai do quarto, as chaves são entregues no balcão e a “conta” é fechada. A maioria dos hotéis consideram até as 12h do dia subsequente a reserva.
Ex.: Check-in em 30/06 a partir das 14h e check-out em 01/07 até as 12h = uma diária.

Early Check-in: Quando o hóspede chegará no hotel antes do horário de check-in estipulado pelo hotel (12h). Alguns hotéis cobram meia diária pela antecipação, mas a maioria cobra uma diária cheia.

Hotel:
Classificação dos quartos
- Single: para somente uma pessoa. É possível solicitar cama solteiro ou casal (por mais que seja um só hóspede). Alguns hotéis, principalmente os de rede, cobram a mesma tarifa se acrescentar mais um hóspede – cobrando adicional só para café da manhã.
- Double/duplo: para casal ou duas pessoas. Também é possível solicitar duas camas de solteiro ou uma de casal.
- Triple: para três pessoas, geralmente com três camas.

Categoria dos quartos:
- Standard: geralmente o mais simples oferecido pelos hotéis – e o mais reservado;
- Superior: melhor do que o Standard e geralmente oferece mais espaço e luxo;
Luxo (ou outras nomeações): um dos melhores, pouco reservado.

Hostel:
Categoria dos quartos:
Quartos compostos por várias beliches (há quartos com 6, 8, 10 e até 12 beliches - só fiquei no de 6);
- Misto – meninas e meninos, todos juntos, uhul;
- Separados – meninas e meninos, cada qual no seu devido quarto;
- Single ou Double – o que citei acima: um quarto só para você e/ou companheiro(a).

Pagamento:
- Alguns hotéis pedem o pagamento antecipado, no momento da reserva, quando a ocupação está em alta e há poucos quartos. Só é aconselhável quando há total certeza que a viagem ocorrerá, já que se houver imprevistos, o hotel dificilmente fará a devolução. Uma solução alternativa é procurar outro hotel próximo a este e com pagamento posterior;
- Tem os que pedem o pagamento no momento do check-in, e neste momento é fetuado o pagamento somente da diária; consumos do frigobar/restaurante/café da manhã serão pagos no check-out;
- Outros (maioria) pedem o pagamento total no momento do check-out. No check-in, é feito somente o registro e conferência de documentação. 

Tarifa No-show
As reservas de hotel geralmente são válidas até as 18h do dia de entrada; caso o hóspede não compareça até este horário, ela se torna disponível para que qualquer outro a reserve.
Para assegurar que a reserva fique válida e não “caia” às 18h, é necessário informar um cartão de crédito e assim garantir no-show, ou seja, garantir que o hóspede irá mesmo comparecer, mesmo que pela madrugada.
Se o hóspede não comparecer, o hotel cobrará a tarifa. Por isso, é importante que as reservas com garantia sejam canceladas previamente – alguns hotéis pedem com 48h de antecedência, outros com 24h e alguns até as 18h do dia da entrada.

Taxas cobradas: além da tarifa de turismo, todo hotel cobra a taxa de IVA (imposto de hotelaria do governo). Portanto, ao fazer uma reserva, é preciso checar no valor final se a taxa já está incluída.

 Melhores amigos ao reservar hotel/hostel:
- Google Maps: use e abuse, tem mais funcionalidades do que se imagina. Fiz milagres com ele; 

- Booking.com: falarei dele adiante, mas nesse tópico menciono as classificações dadas pelos hóspedes, sempre lá no cantinho superior direito. O pessoal fala sobre a higiene, segurança, conforto, atendimento, localização, barulho, odores... o melhor é que se pode filtrar por opiniões de casais, solteiros, jovens festeiros, profissionais – já que cada perfil tem seu gosto. Não vá só pelo preço, LEIA as opiniões de quem já se hospedou;

- Trip Advisor: dá pra ter noções de hotéis e de lugares também. Não uso muito, mas anota aí na lista;

- GOOGLE: pelamordeDeus, esse é o todo mundo mais deve usar – e por incrível que pareça, muita gente não faz o bom uso. Através dele descobri um monte, mas um monte de blogs legais (o DucsAmsterdam é até hoje um dos meus preferidos e descobri muito sobre o local pelo Daniel). Gente que tem mesmos objetivos, gostos, já visitou os lugares que foi. Gente que é brasileira e mora por lá (Buenos Aires para Chicas foi outro que nos fez trocar muita coisa de turista por coisas de locais, inclusive encontrei uma jaquetinha fofa bem mais em conta, comi o doce de leite mais delicioso ever – La Salamandra – e o cupcake mais fofinho e inspirador, da Mumma’s). Não tenham medo, se joguem! Se colocar “o que fazer com 1 dolar em NY” trezentas mil respostas aparecerão!

Os "Reservadores" de hotel:

- Booking.com http://www.booking.com/
É possível criar uma conta e por ela alterar/consultar todas as reservas já feitas.
Por que o preço é diferente do hotel ou de outros “aglomeradores”? O Booking faz como se fosse uma “compra” de uma quantidade determinada de quartos em certos hotéis, por isso as vezes no Ibis Pajuçara não terá disponibilidade, mas será possível encontra-lo disponível no Booking. Alterações depois da reserva só feitas diretamente com o site, e não o hotel. Lembre: está comprando do Booking e não do hotel. Os preços geralmente são muito bons e particularmente – e profissional – nunca tive nenhum problema.

Para o pessoal das empresas que trabalhei, sempre fiz a maioria das reservas via Booking! E com exceção aos hotéis que a CI reservou pra mim no mochilão, todos os outros também foram pelo site – em Londres, Dublin, Chicago e por aí vai.

Dica: Após fazer o cadastro, o site enviará periodicamente ofertas bem inacreditáveis. Tive muita sorte numa dessas: consegui um hotel 5 estrelas em Lake District, na beira do lago, topíssimo – pagando o mesmo que tinha pago num hostel em outra cidade. Basta ficar de olho e claro, pesquisar!

Fique atento: na forma de pagamento. Algumas situações é ao efetuar a reserva (principalmente quando a disponibilidade do lugar está baixa – ou seja, grande ocupação e muita gente na região), mas na maioria é no check-out.

Accor
É a rede/grupo responsável pelos hotéis Ibis, Mercure e Novotel (também há algumas outras “marcas/bandeiras”, porém não tão famosas – e economicamente viáveis).
Através do site, é possível também reservar/alterar/consultar com uma tarifa inferior a oferecida por agências ou oferecida no balcão.

A cada hospedagem, pontos acumulados – e conforme vai acumulando, dá para pagar uma diária somente com pontuação.

Ibis em muitas cidades (principalmente na Europa) tem preço bem legal e em alguns casos, não tão distantes de hosteis. Depende da localidade e disponibilidade, claro.



Alguém tem mais algum ponto a acrescentar?
Experiências para compartilhar referentes a hostels?!

:)  


8 comentários:

  1. Putz, isso merecia ser publicado em uma revista ou sites de viagem (tipo o e-dublin). Muito útil e até me tirou dúvidas sobre essas diferenças entre hostel e albergue. De repente você podia mandar isso pro pessoal do e-dublin, acho que eles iriam gostar. Eu tenho um texto publicado lá sobre a minha viagem.
    Beijoo

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    1. Qual texto seu está lá? Tem o link? Quero ver! :)
      Vou encaminhar a eles, vai que, né?!

      Obrigada por ter gostado! E espero que ajude em algo, alguém!

      Beijos!

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    2. Esse aqui: http://www.e-dublin.com.br/conte-sua-historia-uma-cadeirante-pelo-mundo/

      Me avisa se o seu for publicado.
      Beijo

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    3. Finalmente li, e claro, adorei! :)
      Só não gostei do meu navegador não abrir as fotos! ;///
      Sua história é um exemplo para muita gente que não tem coragem por seja qual for o motivo. A vida é única, e precisamos realizar o que sempre desejamos!

      Depois falarei contigo melhor sobre Dublin... Planos futuros!
      Beijos Paulinha!

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  2. Hehe, e nao é que vc foi tao perfeccionista quanto eu no #Londonday pra descrever como reservar um hotel? que orgulho dessa minha pequena namorada :)

    Que venham as proximas.

    loveu

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    1. A junção de um maluco com um doido, dá nisso não é?!
      Obrigada por ser meu guia em todos os momentos!

      Te amo <3

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  3. Ótimas dicas. Mostra que com inteligência é possível viajar bem, sem aquela história de precisar estar nadando na grana. Muito bacana que você escreva posts assim :)

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    1. Vanessa,
      Primeiro, obrigada! :)
      Segundo, acho que ainda dá pra economizar mais, tipo coachsurfing - que ainda não tentei, mas que vai rolar um dia! ;)

      Beijos

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