3 primeiros passos para começar a organizar sua viagem de férias (com pouca grana)

terça-feira, setembro 16, 2014 Aline 9 Comments



Você leu, viu que é possível realizar o sonho de viajar sem dispor de muita grana (e ajuda de terceiros), se animou e inspirou, percebeu que não é coisa só pra rico, mas ainda não sabe por onde começar: vamos dar um passo a cada vez.
É comum querer para ontem e no meio do caminho a conta bancária desanimar, por isso um planejamento é necessário.

Viajar sem rumo, sem reservas e dando oi ao desconhecido deve ser uma delícia. Eu ainda não tenho essa experiência pois não gosto de ter surpresas financeiras – e quem também tem a grana curta deve entender que deixar hospedagem e passagem aérea para última hora é roubada. Toda regra há sim uma exceção, mas se essa é sua primeira viagem, não tem outra: pesquise, conheça, planeje.

Vamos dar os primeiros passos?

1. Qual o “tipo” da viagem ou “motivo”?
Ok, não precisa de motivo para viajar - mas é muito comum não conseguir se decidir entre  turismo e estudos.
O custo só para turistar é menor comparado aos estudos, mas se você (como eu) precisa melhorar um idioma, tente juntar os dois.

“Mas me disseram que um mês não é o suficiente!”.

Bom, se alguém te disse isso é porque ou pôde ficar mais tempo, ou não aproveitou a chance que teve. Estou aqui para provar para todo mundo que não, um mês não é o suficiente... mas três ou quatro semanas ajudam e muito: “antes pouco do que nada”. Aí a pessoa deixa de estudar por pouco tempo achando que não vale a pena e a vida passa sem ter tido contato com uma escola no exterior. Como falo, se consegue  ficar (e pagar) por 6 meses ou 1 ano, não perca tempo; mas se não tem tempo nem dinheiro para tanto (como eeeeeu), arrisque o pouco que pode.

Serão aprox.. 4h por dia dentro de uma sala de aula com gente do mundo inteiro (sem ouvir uma palavrinha em Português), além dos homeworks e estudo no tempo livre para acompanhar o ritmo – sem contar as amizades internacionais que surgirão. Um mês não vai te dar fluência, mas vai tirar seu idioma do nível estacionado.

Se sua intenção é fazer os dois, faça o combo estudo e turismo no final de semana. Ou estude por três e viaje uma semana (como eu fiz).

2. Para onde de fato quero ir?
Tem quem já saiba de pronto e imediato, mas tem outros (como eu!) que se encontram confusos diante de tanta opção: quando decidimos viajar, de repente mil outros destinos interessantes vão pintando e confusão vem junto. Então, decida-se primeiro antes de começar. Como decidir?

CONHEÇA-SE e CONHEÇA (através de pesquisas) O MUNDO! :)

- O local realmente tem algo a ver comigo ou vou somente por estar “na moda” e ser o mais “famoso”?
- O que tem para fazer por lá? Pense em atividades que gostaria de fazer, seja in ou outdoor: museus, espetáculos, restaurantes, arquitetura, parques.
- Qual a moeda aceita no país e o câmbio de conversão? Por exemplo, a Inglaterra sempre estará no topo das mais caras, mas isso não é motivo para desistir. Conhecer a taxa de conversão do país te faz entender melhor quanto precisará e o que realmente poderá fazer no destino.
- Se é um mochilão, quais países ou cidades ficam próximas? Há fácil acesso por trens, ônibus? A logística também precisa ser um ponto a se avaliar.

Caderninho (que eu faço e indico):
Numa folha qualquer (eu desenho um sol amarelo) ou em um caderninho (eu fiz um específico pra cada viagem) anote os nomes das cidades e em cada uma delas o que gostaria de conhecer; na frente, coloque também os preços das entradas. Escreva tudo que descobrir de interessante no local, assim é possível visualizar fora da mente (que muitas vezes, nos confunde). Vai por mim, quando olhamos para algo é muito mais fácil de entender e sentir do que deixando as infos só na cabeça (assim como ver o bolo dá muito mais vontade de comê-lo do que só ler a receita).

Se você não curte o método manual, crie uma aba no seu navegador e vá salvando tudo de interessante que encontrar. Separe pastas por países, transportes, hospedagem, lazer: organização é fundamental para encontrar de forma rápida uma dica que viu há 5 semanas.

Além do caderninho (que virou um fichário), criei um blog (este!). Se você sentir curiosidade, busque em todas as postagens as anteriores a Fevereiro/2013: nelas terá tudo que eu ia achando legal sobre a Inglaterra, em forma de contagem regressiva. Também fiz o mesmo com os USA! 

3. Quanto tenho ou terei ($) disponível até a data?

Trabalhe os três itens em paralelo: escolha do destino + planejamento financeiro + datas.

Se não terá um real na poupança e o que “sobra” do salário não é suficiente nem pra uma diária de hotel, convenhamos que não é possível viajar mês que vem. Se não costuma organizar suas contas e despesas essenciais (consideremos com transporte, moradia, cursos), essa é a hora de fazer uma planilha, contendo o mês atual, os próximos e até os que seguem após a viagem. 

Digo que a escolha do destino deve ser em paralelo ao planejamento pois se sabe mais ou menos quanto custa ficar em tal local, já sabe quanto precisará guardar por mês ou até trocar o destino se ele não couber no orçamento, como é meu caso atual: um curso de inglês nos USA por três semanas seriam mais do que R$ 4.500,00, enquanto na Irlanda, na beira dos R$ 3.500,00. Esses mil fazem muita diferença no meu orçamento hoje.

É importante listar tudo, tudo mesmo – desde o possível chiclete até uma reserva para remédios e compras que não estamos esperando. NOSSA ALINE, QUE CHATA SUA VIDA! É chato mesmo ter cada despesa programada, mas isso me dá o poder de saber quanto vou ter para investir na viagem. Uma blusinha comprada por impulso no shopping num dia de TPM pode significar o mesmo que duas refeições na viagem. A palavra é PRIORIDADE. Estabeleça que viajar é o principal e foque-se. 

Exemplo:
Se preciso de R$ 10.000,00, em quantos meses conseguirei ter esse dinheiro? Lembrando que o meu método é não utilizar cartão de crédito e tampouco deixar contas para o pós-viagem.
Calcule 13º salário, possíveis bônus (como PLR), restituição do Imposto de Renda, venda de produtos que não utilize mais... tudo quanto é entrada.

Caso alguém queira, posso enviar por e-mail minha planilha de planejamento geral (que engloba as despesas mensais, abas com os depósitos mensais pro intercâmbio do ano que vem e previsões com gastos com carro e cursos).


Ok, você já sabe quanto mais ou menos tem, em quantos meses conseguirá juntar tudo (e poderá sair de férias), já pesquisou sobre os lugares que tem interesse e tem uma base de quanto vai sair a alimentação, hospedagem, passagem aérea ou terrestre. ÓTIMO! 

O que fazer agora?

Traçar um roteiro e ir buscando as melhores opções de hospedagem (falo sobre como decidir qual tipo e como achar a melhor localização neste post) e passagens aéreas.

Na primeira viagem possivelmente aparecerão alguns medinhos, como esses do post.
Mas é comum, não se desespere e faça um check-list pra não esquecer nada.

Farei um post em breve ajudando a traçar um roteiro e dando os passos seguintes! Prometo! :)


O que eu penso sobre comprar pacote fechado com agência de viagem: não.

Cada um com sua vida, realidade, gosto e decisão - não tenho o porquê julgar quem o faz. Mas se liga que um roteiro de CVC te deixará "privado", pagará pela taxa da agência e em muitas vezes eles te colocarão em locais longe dos centros ou de pontos de metrô/trem/taxi. Já vivi isso aqui no Brasil e também no exterior (mencionei em vários posts minha revolta por ter feito via agência), por isso aconselho: gaste tempo pesquisando, USE O GOOGLE PELO AMOR DE DEUS, NÃO MATA, EU JURO!

Internet tá aí pra ser uma ferramenta além de Facebook e garanto que encontrará MUUUITA dica interessante, basta procurar. Tem blog a rodo sobre turismo e acredito que pelo menos um amigo/colega/pessoa aleatória próxima a você já fez uma viagem e pode te ajudar.

Porém, sou a favor de fechar uma escola de intercâmbio com uma agência aqui no Brasil, pela facilidade e segurança. 


*****
Caso tenha interesse no intercâmbio de trabalhos e estudos chamado AuPair (com duração mínima - obrigatória - de 1 ano), falo detalhadamente e por tópicos aqui.

Te vejo na próxima! :)

9 comentários:

  1. Ahaaaa, então quer dizer que vc quer trocar a bike que vc comprou com o seu primeiro salário??? JUM
    Falando do post em si, eu não tenho muito a acrescentar, já que ate hoje não fiz intercambio para estudos, mas acredito que esse passo a passo q vc fez é, digamos os terceiro, quarto e quinto passo, pois primeiramente a pessoa tem q tomar coragem de fazer algo assim. Eu acho q esse e o primeiro passo, e aquela pergunta "tenho coragem de fazer isso?"
    No nosso caso, eu deixo isso pra vc... vc já tem experiência mesmo... :)

    Te amo muitao!
    s2

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    1. Não vou trocar a bike por enquanto encrenca, como você mesmo diz, enquanto ela rodar, tem que usar! :p

      Depois você faz um post contando como foi seu primeiro intercâmbio de estudos planejado com 9 meses de antecedência e pagando antes! :p

      Te amo <3

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  2. Acho que pesquisar muuuuiiito é fundamental. Tem gente que tem muita preguiça de simplesmente usar o google e quer que as respostas caiam no colo. Assim não funciona.
    Ah e concordo que agência de viagens para mim também não é vantagem. Sai mais caro e você fica um tanto preso mesmo.

    Beijo

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    1. Às vezes - quase - creio que o Google tem respostas pra tudo! hahaha E as pessoas não sabem que se digitar a pergunta lá, mil respostas vão surgir. Talvez seja preguiça mesmo, ou acomodação. Vai saber, né?

      Ainda vou criar uma mini-agência voltada a planejar a viagem da pessoa, e nao só jogá-la num hotel na pqp! hahaha

      Beijos!

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  3. Outro post ótimo. Um mês de estudos pode ser ótimo ou um desastre, acho que depende do foco da pessoa, sabe? Não adianta pagar um mês de curso se for chegar em casa e só ficar falando no Skype com família, ou fazer amizade só com brasileiros. O que importa é a dedicação! :D Sei muito bem disso, pois o curso de um mês que eu fiz na Alemanha antes das aulas da faculdade começarem me ajudaram DEMAIS. Mas eu estudei muito também, hehe.

    beijos!!

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    1. Exatamente!
      Quando estava na Inglaterra, combinei com o namorado de SÓ conversarmos pelo Skype em inglês. Como ele já sabia o que eu estava aprendendo, me ajudava a fazer homeworks, explicando em inglês. Foi ótimo! E ir pro exterior e não fazer amizades com gente de outro país é fundamental!

      Beijos! :)

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  4. Oie! Adorei as dicas! Hahaha

    To no processo pra ser Aupair que é o máximo que eu consigo fazer agora (depois de sair do emprego, etal) e espero que dê certo. Não é fácil abrir mao de emprego e tudo mais pra viver um ano meio incerto. Mas dizem, que o importante na vida é arriscar, né? Aqui estou. Hahaha

    To te seguindo no blog!
    xoxo,
    Pam

    http://letsgoaupair.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Pâmella!
      Sim, você está certa. Fiz muitos posts aqui falando sobre o processo de abrir mão de emprego, namorado e família pra fazer AuPair. E sobre as reações das pessoas - que eu tive muitas negativas.
      Vai por mim, vale a pena!

      Vou acompanhar sua jornada! :)
      Boa sorte no processo! Tô ansiosa por você!

      Beijos!

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    2. Você poderia me passar essa planilha? Estou querendo usar ela como referência :) Obrigada. Bjs.

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