O que vimos em Bruxelas

domingo, março 03, 2013 Aline 2 Comments


Por que Bruxelas?
Minha escolha foi feita lá em 2012, há meses e meses, quando a CI me deu opção de escolher 4 países. Hoje, vejo que talvez o único motivo que na época tenha sido o vasto cardápio de cervejas. Também queria muito conhecer Bruges, mas pelo curto tempo, não rolou. Anyway, de Bruxelas até lá, seria um pulo, não? Então, resolvi optar por esta cidade e não Paris - que precisaria de no mínimo, 5 dias para um rolê decente.Quando comecei a namorar o Marcus, logo fiquei sabendo que sua irmã morava lá. Convenhamos: fica muito mais interessante planejar uns dias em um local que já temos um conhecido. Ficaria uma noite no apê dela, uma no hotel. De quebra, teria uma 'guia-cunhada'!

O reencontro!

Enquanto estava em Dublin e ele em Pira, surgiu a ideia: por que não fazermos o mochilão juntos? Então, unimos o útil ao super agradável: o Marcus, que estava em ‘férias’ do trabalho, rumou à Europa para matar as saudades da irmã e claro, da pequena namorada.

Organizamos tudo as pressas: passagens aéreas e de trens, checamos quais hotéis eu tinha reservado que precisaríamos duplicar a reserva (e quais poderíamos dar uma ‘brasileirada’ e só colocá-lo na espreita)... Enquanto minha viagem toda levei 1 ano, para ele fizemos tudo em 1 semana!

Enquanto esperava ansiosamente meu voo, passei no Dutyfree e comprei um ursinho bem londrino pro Marcus. Eu realmente estava ansiosa e a viagem estava mudando: de perspectiva, de ânimo, de cor! Ao desembarcar em Bruxelas e vê-lo, meu coração disparou e o abraço foi eterno. O beijo, tão gostoso como todos os outros e tão esperado como o primeiro. ♥  

                                 

O rolê!
Ainda bem que a Chrys gosta de andar, pois graças ao pique imenso e a disposição oposta do irmão (brincadeira, Marcus!), conseguimos ir em boa parte dos pontos turísticos de Bruxelas em dois dias – em meio a um frio do cão e contratempos intestinais e ‘enxaquecais’ por parte dos dois molengas brasileiros! 

Na sexta-feira, já era noite quando deixamos o aeroporto e fomos direto pro apê da Chrys. Tomamos banho e partimos pro role tão esperado: o Delirium Café, que tem uma das melhores e maiores cartas de cervejas do mundo. O ambiente é bem cool, cheio de gente descolada e aparentava uma ‘caverna’, decorada com pôsteres de... cervejas, obviamente. Só tomamos a Delirium Nocturne, carro chefe da casa. 

                               


No sábado e no domingo, gastamos todas as calorias dos maravilhosos waffles, andando por todos os principais pontos de Bruxelas, alguns que até nem lembro mais o nome. Obviamente lembro da Grand Le Place, do Manneken Pis (o menininho que faz xixi), Museu do Tim Tim, Autoworld Museum (muito legal), do Museu de Ciências Naturais (primeira vez que vi um Dino na vida!), o Parlamento da União Européia (inclusive tem um ‘mural’ muito legal com fatos históricos marcantes), a casa real (não lembro se é isso, mas é onde mora a realeza) e em vários outros lugares com estátuas e monumentos de tirar o fôlego. Foi como viajar no tempo!   


Visão geral!
Minha lombriga por doce nunca foi ficou tão satisfeita quanto desta vez. A massa fofinha e leve do waffle, coberta com o chocolate quentinho e delicioso belga fez com que eu criasse em minha mente uma receita perfeita de sobremesa que sei que somente lá poderei encontrar – o que vai ser meio tenso! 

Outras delícias inesquecíveis, o mitraillete – um lanche belga composto por carne de carneiro, um molho bem doido (uma mostarda com sei lá o quê!) e batata,  que tem um sabor indescritível – e não pode faltar na lista o macaron.          

Preciso mencionar que a França adora dizer que os Belgas compiam descaradamente suas receitas e qualquer outra coisa de sua cultura (francês se acha por natureza), e com os macarons, não seria diferente. Mas, nesse caso, não tem como comparar: a Bélgica adaptou a receita à sua cultura: macaron de Speculoos Pasta, o delicioso creme da bolacha belga. Hmmm! :)


                                                             






















Pra quem curte museu, Bruxelas é com certeza é uma excelente opção – o Marcus se encantou e conseguiu ‘matar’ a bateria da câmera no Museu da Aviação e como trabalhamos em uma indústria automotiva, adoramos ver a evolução dos automóveis no Autoworld Museum – e discutir vários detalhes de engenharia, que só ele entende!

No geral, achamos a cidade quieta demais, se compararmos à Londres ou até mesmo ao que estamos acostumados no Brasil - talvez por ser inverno, ou pelos costumes locais.

Vale à pena visitar? Vale, em questão de cultura/conhecimento e claro, provar comidas e cervejas. É uma boa aula de história e gastronomia, e nós adoramos! Mas se você quer algo bem jovem e com muito agito, vale deixar para uma próxima. 


2 comentários:

  1. Então ne... essa bruxelas ai ficou marcada por duas coisas:
    -Pelo nosso e tao esperado reencontro, que ninguem melhor q vc para explicar s2...ok ok, foi carregado de saudade, de bons ares e de boas expectativas de como seriam aqueles 15 dias. SIM, foram perfeitos! muito obrigado por todos aqueles momentos :)
    -E pela merda do mitraillete... o coisa boa! so quem comeu sabe! so voltaria la por causa dele e NADA mais!

    Loveu!

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    Respostas
    1. Mitraillete acompanhado de waffle, aí sim ;)
      Obrigada por ter sido a melhor cia ever!
      Te amo!

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