Londres, pela segunda vez

sexta-feira, outubro 23, 2015 Aline 0 Comments


De volta a cidade "dos sonhos"

Em 2013, estive em Londres e durante todo 2012, a cidade e o país foram a grande razão para que eu começasse um blog - já que pensava que jamais conseguiria viver o sonho de conhecer um outro país, tão menos fazer um intercâmbio.

2 anos depois consegui voltar - outra coisa que nunca imaginaria que aconteceria, ainda mais com a situação financeira. A expectativa era diferente: dessa vez eu e o Marcus estaríamos juntos vivendo o que ele tanto me ajudou a planejar da primeira vez. Como será que seria visitar o mesmo lugar pela segunda vez, estando com outra cabeça e maturidade? 

A primeira experiência com Airbnb

Londres em Junho já é quase verão, ou seja, os preços estão ardidos - ainda mais com a £ a 5,20 (na época, hoje já deve ter passado os 6!). Por meses pesquisei hosteis e casas pelo Airbnb, mas era complicado achar algo próximo ao agito (região da Picadilly) de acordo com nosso bolso. Então ficamos com um quarto em Dalston Junction. 

O bairro é bem acessível em relação a ônibus e under-overground e nem é tão longe assim da muvuca - compensa bastante ($) para quem vai nessa época do ano. O bairro é bem de boinha e a pé fica uns 40min da Tower of London (sim, testamos o trajeto sábado cedinho!). 

A host não era das mais falantes e ao chegarmos, só mostrou nosso quarto e a cozinha, voltando pro canto dela. Como não sabíamos direito como funcionava (apenas pelo que lemos nas experiências do site), deixamos a critério dela, portanto, nos dois dias mal nos falamos. Ela não sentou tomar café com a gente e só deixava bilhetes dizendo que havia saído. Na primeira manhã, ela tirou o pacote de pão de nossa mão (deixando explícito que só poderíamos comer 2 fatias/pessoa) e "esqueceu" de nos dar a chave da casa e quarto. Imaginem que havia uma família (com bebê que chorou todas as noites) e não sabíamos se era seguro deixar nossas malas num quarto sem trancar.

A cama era bem pequena para os dois e de mola, além da janela não ter bloqueio para o sol - que apareceu às 5h e me acordou irritada. Bom dia sol o cacete, eu queria dormir. Enfim, para primeira experiência foi ok, mas não extraordinária. Para quem tá indo para Londres numa época cara (aliás, quando a cidade não é cara? haha) e quiser, esse é o link da casa no Airbnb.

Em nosso review, ela disse que adorou nos conhecer - mesmo sem termos conversado direito. Vai entender.

Um dia de turismo em Londres - o que fazer?

Se você tivesse UM único dia em uma cidade, o que priorizaria? E se já estivesse estado lá, visitaria algo diferente ou optaria por um remember?!

Não fizemos plano nenhum dessa vez, optamos por nos "deixar levar". Saímos da casa umas 08h, seguimos reto e após 40min de caminhada, chegarmos na região bonita e de prédios espetaculares da City of London. É bem interessante ver de pertinho a evolução e mudança da arquitetura entre o subúrbio para a região financeira!

Andamos por toda aquelas "ruazinhas" que beiram o Rio Thames (Hanseatic / Riverside / Embankment Walk) entre a Southwark e London Bridge, uma região que tinha conhecido pouco da outra vez. Acreditem, passamos cerca de 2h só caminhando por ali! Fica a recomendação: "perder" deliciosamente uma manhã (pois a partir das 11h, começa a ficar lotado) andando, parando para tomar um café nas várias opções que há por ali (inclusive "food trucks" nessa especialidade!).


Falando em gourmet, já estávamos do outro lado do rio e fomos conhecer o Borough Market, um "mercadão" que deve ter sido o primórdio das feirinhas gastronômicas no mundo, com inúmeras barracas de hamburgueres, bedidas, temperos, pães, queijos. Aproveitamos para almoçar um mega hot dog (a linguiça era feita mix de especiarias) e matar minha vontade de tomar Pimm's. <3 

Pança cheia, hora de retomar o rolê. Ainda andando, atravessamos novamente o rio, passamos pela St. Paul's Cathedral e pegamos um underground até a região da Picadilly/Oxford Circus

Para quem nunca esteve em Londres, é o ponto das grandes lojas e onde (ao meu ver) a cidade acontece. Teatros, bares, restaurantes... Pode soar cliché demais, mas para mim não bater perna naquela região é não ter sentido o clima turístico londrino! É meio que a região da 5th Av. em NYC! 

Diferente da primeira vez, agora já conhecia várias lojas e marcas pelo nome por conta de algumas blogueiras (em especial, a Vic Ceridonio <3). Prestei mais atenção na Boots - rede de farmácias que nem se quer entrei em 2013! Só ficou difícil comprar alguma coisa, já que o "quem converte não se diverte" ficou em casa dessa vez - um batom da Mac, por exemplo, chegava aos BRL 100 (enquanto no Brasil, BRL68). 

Também conhecemos o Ben's Cookies que ela e a Camila Coutinho tanto falam, e sim, são maravilhosos! As lojinhas são bem de boa, nada muito caro, são enormes e bem parecidos com os brasileiros da Mr. Cheney (meu vício).

Como o dia estava "excelente", segundo os londrinos (o tempo estava limpo e aberto, porém 19ºC - quente para eles, chatinho para a gente), deitamos um pouquinho no Hyde Park e observamos por um tempo a galera tomando sol e socializando entre os amigos, SEM CELULARES. Repito o que todo mundo diz: eles valorizam muito o sol por lá, ainda mais o normal é o céu cinza e temperaturas baixas. 

Ainda coube no dia tirar foto no Big Ben (algo totalmente turístico, mas TEM que ter!) e passar pela ponte e ver a London Eye. Cuidado: com os "tios" fantasiados que aparecem para tirar foto: eles simplesmente invadem a foto e quando recusamos pagar, quase nos agrediram! Se não tiver pau de selfie ou um tripé, peça sempre a um brasileiro ao redor (tem muitos) ou a um oriental com uma Nikon/Canon no pescoço (esses garantem fotos ótimas!).

E depois de tanto rodar (presumimos que foram cerca de 10k o dia todo!) e de ganhar um cansaço terrível, paramos para jantar no Vapiano <3 nosso restaurante preferido no mundo! 

Voando de RyanAir - imprima seu bilhete!

A RyanAir é conhecida como a companhia aérea low cost que mais explora nas taxas - e dessa vez, sentimos na pele (por pura irresponsabilidade). Ao chegar no aeroporto de Gatwick (que aliás, é LONGE demais da cidade - não se iludem com o Google Maps!), nos demos conta que não adiantava ter o bilhete no celular, porque a lindinha aqui não tem cidadania e precisa do bendito carimbo (como contei aqui).

Para imprimir nos guichês, fica certa de £11 - o que em BRL equivale a uns R$ 60 só por uma folha de papel! Portanto, não basta fazer check-in adiantado pela internet, tem que imprimir e pegar a porra do carimbo de NON-EU, e se deixar para fazer tudo lá... vai doer no bolso, e em libras!

Gastando em Libras em época de câmbio acima dos R$ 5 

Enquanto estávamos lá (Junho), o câmbio operava em cerca de R$ 5,20. Hoje, cerca de R$ 6 - e convenhamos, acho que nem para rico a coisa tá boa. Como mencionei acima, compensa mais comprar itens de maquiagem aqui no Brasil do que por lá. Para comer, a coisa complica um pouquinho mais.

Tomemos o Vapiano como exemplo. Aqui no Brasil, gastamos em média R$ 80 em dois pratos + bebida, enquanto em Londres, nossa conta ficou em £ 40 = equivalente a R$ 208,00 no câmbio da época (R$ 240 hoje). Nessas horas, o jeito é realmente esquecer a conversão e adotar o "quem converte não se diverte", se não, será impossível até tomar uma Coca-Cola (lata convertida sai por R$ 12!). Para os it-pobrinhos, a solução é optar por lanchinhos de supermercado como Fresh e Tesco - ainda assim, com a conversão, não será pouca coisa. 

Conclusão: vale a pena visitar a mesma cidade várias vezes?

Há quem diga que prefere conhecer o máximo de lugares possíveis no mundo, porque "figurinha repetida não completa álbum". Como Londres fez parte da minha - e nossa - história e "é caminho para Dublin", não custava, né?! 

Mas e aí, vale a pena repetir? Não sei. Sério.
Gostei de rever os lugares, agora com outro olhar. Gostei de ver que consegui realizar meu sonho uma vez e ainda voltar lá pouco tempo depois, com o esforço de planejar tudo novamente, economizando o dinheiro (que nem tinha).

Entretanto, não havia mais o brilho nos olhos. Não foi tão emocionante ver o Big Ben, nem andar na Regent Street. Foi simplesmente normal - e meu coração já não batia tanto pela cidade (tanto que tudo era motivo para comparar com Chicago). Era agora um lugar comum  - falou aí metida, Londres lugar comum? Sim, um lugar que para voltar novamente, só se houvesse realmente um motivo. 

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Após esse final de semana, voltamos depois de 15 dias para "assistir ao show do Foo Fighters". Mas fica a história - e as sugestões de passeios que fizemos - para o próximo post. 

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